Terça-feira, 12 de janeiro de 2016 - 21h16

A Arena Carioca 1, no Parque Olímpico Rio 2016, foi entregue hoje (12) pela prefeitura do Rio ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Localizada na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense, a arena será palco das disputas de basquete nos Jogos Olímpicos e de basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos.
Na próxima sexta-feira (15), a arena receberá seu primeiro evento-teste, o Torneio Internacional Feminino de Basquete, que reunirá até domingo (17) as seleções do Brasil, Austrália, Venezuela e Argentina.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, destacou a economia de verba pública na construção do estádio. “Setenta por cento do custo veio de dinheiro privado”, disse. A obra é fruto de parceria público-privada entre a prefeitura e uma construtora.
Com 33 metros de altura e área construída de 38 mil metros quadrados, a Arena Carioca 1 tem capacidade para receber 16 mil espectadores. A previsão do Comitê Organizador dos Jogos é lotar o espaço durante as disputas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
A ex-atleta olímpica de basquete Hortência elogiou a qualidade da arena e disse que teria sido muito bom jogar na quadra do local quando ainda estava na ativa. “Essa quadra joga por você. Imagina em 1996 eu jogando aqui? Nós íamos ganhar. Essa quadra inspira, imagina a torcida aqui gritando em apoio. A torcida tem uma importância muito grande no emocional do atleta.”
A quadra da Arena Carioca 1 tem 608 metros quadrados e foi construída com dois tipos de madeira maciça, um para a área de jogo e outro para o entorno. Para garantir a melhor performance dos atletas, há um sistema de apoio flexível, composto por amortecedores de borracha.
O projeto de acessibilidade inclui rampas de acesso direto da Via Olímpica. Os banheiros coletivos são adaptados para pessoas de baixa estatura e com pouca mobilidade. Também há banheiros e vestiários exclusivos para pessoas com deficiência, com botões de segurança e sinais sonoros e visuais. Nas arquibancadas, há assentos acessíveis e as escadas têm piso antiderrapante e faixas de contraste visual.
A atleta da seleção brasileira de basquete em cadeiras de rodas, Lia Soares, que já disputou as Paraolimpíadas de Pequim, em 2008, e de Londres, em 2012, destacou que o diferencial deste Jogos Olímpicos será a presença da torcida a seu favor. “O público vai estar torcendo pela gente. Jogar com torcida é muito bom, a gente se sente mais confiante."
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