Terça-feira, 17 de junho de 2014 - 16h20
Helena Martins
Agência Brasil
Movimentos sociais foram às ruas protestar em Fortaleza, cidade que recebe hoje (17) o segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo. O ato contou com a participação de comunidades ameaçadas de remoção, movimento estudantil, partidos políticos, entidades sindicais, Movimento Passe Livre, Comitê pela Desmilitarização da Polícia e Comitê Popular da Copa. Iniciado às 11h30, o protesto chegou nas proximidades do Estádio Castelão. No entanto, antes da início da partida entre Brasil e México os manifestantes foram dispersados pela Polícia Militar (PM).
Pelo menos 19 adultos foram detidos e 11 adolescentes, apreendidos. A Secretaria de Segurança Pública do Ceará não soube informar o motivo das detenções. Já a Polícia Militar (PM) disse que foi por depredação do patrimônio.
Assim como no ato feito um ano atrás, quando cerca de 80 mil pessoas foram às ruas protestar durante a Copa das Confederações, os movimentos se depararam com um grande contingente policial. “Estávamos gritando palavras de ordem, como 'da Copa eu abro mão, quero dinheiro pra saúde, moradia e educação', e chegamos diante da polícia. Tinha muita, muita polícia, e nós decidimos voltar”, relatou a integrante do Comitê Popular da Copa, Patrícia Oliveira, que viu várias pessoas sendo revistadas e máscaras serem apreendidas. Patrícia, que é advogada, criticou a ação, destacando a recomendação do Ministério Público, expedida na semana passada, sobre o livre uso de máscaras, mesmo em protestos.
De acordo com o porta-voz da PM, tenente-coronel Fernando Albano, 3,8 mil homens estão escalados para fazer a segurança de cada um dos jogos em Fortaleza. Já o número de militares que participaram da abordagem à manifestação de hoje não foi divulgada “por questões estratégicas de segurança”, afirmou. O oficial disse que o conflito com os manifestantes teve início quando uma das principais vias de acesso ao Castelão foi fechada. "Foram utilizados bomba de efeito moral e um novo equipamento, que chegou ontem para controle de distúrbio civil”, contou.
O equipamento, chamado Caminhão de Controle de Distúrbios Civis, é um carro blindado de 20 toneladas que tem capacidade de suportar tiros de fuzil e comportar 4,5 mil litros de água, que podem ser usados por meio de um canhão contra os manifestantes. Repassado pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge/MJ), o caminhão ficará no Ceará após a Copa. “É mais um legado da Copa”, afirmou o tenente-coronel.
Os movimentos sociais criticaram a aquisição da polícia. “Na nossa opinião, quando se trata como sucesso ou como legado mais armamento, significa uma derrota da sociedade do ponto de vista do diálogo político e do respeito aos direitos, porque não se consegue superar conflitos e respeitar o direito à manifestação por via da dispersão”, criticou o integrante da Rede Nacional de Advogados Populares, Rodrigo Medeiros. Ele ponderou que, por mais que o equipamento seja de baixa letalidade, também pode significar riscos. “Vamos apurar como foi utilizado hoje e buscar os órgãos competentes”, completou.
Apesar dos conflitos, a integrante do Comitê Popular da Copa, Patrícia Oliveira, avaliou que o protesto “foi muito bom”. “O ato começou muito bonito, com palavras de ordem contra a Fifa e a violência da Polícia Militar, bandeiras expressando todas as insatisfações com a Copa do Mundo e com as violações que vieram com ela”, disse.
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