Sexta-feira, 5 de setembro de 2025 - 15h16

O Ministério Público
de Rondônia (MPRO), por meio da 37ª Promotoria de Justiça, vai levar a júri um
casal acusado de tentativa de feminicídio, em Porto Velho. Segundo a denúncia,
os dois agiram juntos, usando uma faca para atacar a vítima, que é
ex-companheira de um dos acusados. O crime aconteceu dentro de casa, na frente
do filho da vítima, um bebê de 9 meses. A tentativa de feminicídio foi
interrompida pela chegada da Polícia Militar, que impediu a morte.
Os acusados, que são
líderes de uma denominação religiosa, planejaram o crime e se aproveitaram da
relação familiar para surpreender a vítima. A mulher foi atingida por várias
facadas nas mãos. A ação foi considerada cruel, pois dificultou a defesa da
vítima. A presença do bebê no momento do ataque também foi destacada como
agravante.
Polícia impediu o
desfecho fatal
A Polícia Militar
chegou ao local durante o ataque e conseguiu evitar que a vítima fosse morta.
Os dois acusados foram presos em flagrante e permaneceram detidos durante todo
o processo. O MPRO pediu que eles não tenham o direito de recorrer em
liberdade, pois as razões que justificaram a prisão continuam válidas.
Réus serão julgados
por tentativa de feminicídio
Com base nas provas
reunidas, o MPRO conseguiu que os réus fossem levados a júri popular. O crime é
tratado como tentativa de feminicídio, que é quando alguém tenta matar uma
mulher motivado pela condição de gênero, que se manifesta por violência
doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação à mulher.
A promotora de
Justiça Joice Gushy Mota Azevedo, da 37ª Promotoria de Justiça de Porto Velho,
responsável pela condução de casos que envolvem Violência Doméstica, destacou
que a tentativa de feminicídio que vai levar o casal a júri popular mostra que
a violência doméstica pode acontecer em qualquer ambiente, inclusive entre
pessoas que praticam religião.
“Não se trata de
destacar a função ou crença dos acusados, mas de alertar a sociedade de que
esse tipo de crime não escolhe lugar, classe social ou prática religiosa. É
preciso entender que o respeito e a segurança das mulheres devem ser garantidos
em todos os espaços e que a justiça está atenta para proteger quem sofre esse
tipo de violência”, reforça Joice.
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