Quinta-feira, 3 de outubro de 2024 - 10h17

Assistir
o horário eleitoral e os debates dos candidatos a vereadores e prefeito me faz
pensar que estamos evoluindo, mas ainda em passos lentos. No geral as propostas
foram rasas e os ataques contra os concorrentes candidatos se sobressaíram.
Difícil porque presenciamos discursos vazios, sem propostas concretas,
principalmente da representatividade feminina em cargos públicos.
Sabemos que as candidaturas delas são necessárias para diminuir
barreiras históricas que nós mulheres ainda enfrentamos. Mas infelizmente a participação feminina mínima na política não garante a
defesa em prol delas.
A lei de cotas para elas na política ajudou a aumentar o número de
candidaturas, porém para atingir o exigido de 30% foram necessários 20 anos. Os
partidos também não elevam essa taxa e nem distribuem o dinheiro da campanha
igualmente entre as candidatas e quem tem menor capital político fica de fora
da visibilidade da população. Candidaturas sem apoios financeiros tem nome,
“laranjas” e algumas até são lançadas sem ter conhecimento.
Nós mulheres, somos metade da população e esses números não são
proporcionais aos cargos de poder. Não podemos mais aceitar esse papel de
coadjuvantes. Só garantir que as mulheres tenham participação obrigatória nas
candidaturas não é o suficiente. É preciso punir os partidos que descumprem a
lei e não incluem mulheres da forma adequada na política. Também é necessário
realizar ações educativas de política entre as mulheres para incentivar novas
candidaturas.
Como
Claudia Sheinbaum, a primeira mulher Presidente do
México destacou em seu discurso: “Durante muito tempo, as mulheres fomos
anuladas, nos contaram desde que éramos crianças uma versão da história que
buscou nos fazer acreditar que os avanços da humanidade eram protagonizados por
homens. Mas, pouco a pouco, essa visão se reverteu. É presidenta, com a no
final, como advogada, científica, soldada, bombeira, professora, engenheira.
Porque, como nos ensinaram, apenas o que é dito existe”.
Estamos
em passos lentos mas estamos nos movimentando. A campanha para eleição deste
ano termina hoje e no próximo domingo (06) de outubro, é dia de ir às urnas
confirmar nossa expressão de cidadania e afirmar que não existe democracia sem
a participação feminina.
Espero
que consigam fazer sua escolha e que não votem em mulheres apenas pelo gênero.
Votem em mulheres pelas propostas que elas apoiam e pelo o que elas vão lutar
no poder. Votem nelas porque as nossas vidas correm perigo. Votem em mulheres
que se concentram no progresso da sociedade e não pelas expectativas de gênero.
Não só porque elas têm direito, mas porque elas têm capacidade de liderar e são
representantes de metade da população brasileira. Por mim e por você.
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Descaso pelas nossas vidas ainda é enorme por aqui
Já faz cinco anos que escrevo neste espaço sobre violência contra a mulher e nesse tempo acompanhei muitos casos de agressões físicas, psicológicas

Permanecer viva é um desafio diário
Começamos o ano com o Brasil batendo recorde do que não deveria existir. De acordo com os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 202

É doloroso ser mulher no Brasil
Ouso dizer que 2025 foi um dos piores anos para ser mulher no Brasil. Não é exagero. Nesse ano o nosso país ocupou o 5º lugar do mundo em mortes vio

Casamento infantil persiste no país
Sabemos que a união conjugal de menores de 16 anos é proibida no Brasil desde 2019, porém de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)