Porto Velho (RO) quinta-feira, 19 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Lucio Albuquerque

10 de julho – 42 anos da morte da Madeira-Mamoré - 2


Eu vim de carona na última viagem de litorina

            O comerciário aposentado Graciliano Maia é filho de um dos muitos ferroviários da Madeira-Mamoré que viviam e trabalhavam em Guajará-Mirim, ponto terminal dos mais de 300 quilômetros que interligavam aquela cidade ao ponto inicial, Porto Velho.

            Ele costumava viajar no trecho, o que fazia continuamente, como uma grande parcela de moradores das duas cidades e dos que residiam e trabalhavam ao longo da ferrovia, com uma diferença: seu pai de era chefe da estação do trem em Guajara-Mirim, função que o fazia ser representante da administração da estrada de ferro e, por isso, ele sempre se deslocava numa das litorinas, um veículo sobre os trilhos mas muito mais confortável e, ainda, quatro vezes mais rápido.

Gente de Opinião

Litorina: mais conforto e velocidade que o trem
amantesdaferrovia.com.br

A litorina, conforme muitos jovens da época em que ela funcionou, era muito usada não só pelos funcionários “categas” da Madeira-Mamoré, mas também por outras pessoas e para os jovens que arrumavam namoradas ou iam a festas realizadas nas pequenas comunidades à margem da estrada. Era uma questão de status.

            “O coronel Oliveira, diretor geral da Madeira-Mamoré àquela época, todos os meses saía de Porto Velho até Guajará-Mirim, leando uma enorme caixa dentro da qual, bem arrumados, iam os envelopes de pagamento, com dinheiro dentro porque não havia bancos, dos funcionários das estações do trem e do pessoal da estação de Guajará-Mirim”.

Graciliano recorda que, depois de feito o pagamento dos ferroviários em Guajará, o coronel Oliveira mandou que cortassem vários pedaços de dois metros de comprimento de trilhos e embarcar um soldador e sua máquina de soldar, além de dois funcionários.

“A partir de quando a litorina saiu, em meio à consternação geral na cidade, ele mandava parar o transporte e soldar atravessado nos trilhos um pedaço de vergalhão, para evitar que alguém quisesse sair com uma composição, isso até no bairro do Triângulo em Porto Velho”.

Lúcio Albuquerque

jlucioalbuquerque@gmail.com

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 19 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (IV)  – PORTO VELHO CONHECE A TV

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (IV) – PORTO VELHO CONHECE A TV

A chamada foi feita pela Rádio Caiari, única emissora do Território, convidando a população de Porto Velho para assistir a um programa de televisão a

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO - A CAIARI: O RÁDIO VIA CORREIOS

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO - A CAIARI: O RÁDIO VIA CORREIOS

Em 1961, quando entrou no ar, a Rádio Caiari legalmente não poderia funcionar: era necessária uma licença a ser concedida pelos Correios, mas o padre

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (II) - A Difusora, testemunha da história

A MÍDIA ELETRÔNICA EM RO (II) - A Difusora, testemunha da história

Por motivos diversos a Rádio Difusora do Guaporé encerra suas atividades em 1961. A emissora tinha potência que abrangia a cidade de Porto Velho, cuja

NO MUNDO DOS ESPORTES - Começam semifinais do futebol de RO

NO MUNDO DOS ESPORTES - Começam semifinais do futebol de RO

Rondoniense e Ji-Paraná, 17hs no Aluizão e Guaporé X Gazin Porto Velho às 19h30, no Cassolão, são os dois jogos de ida da semifinal do campeonato ro

Gente de Opinião Quinta-feira, 19 de março de 2026 | Porto Velho (RO)