Segunda-feira, 28 de maio de 2012 - 11h06
Num dos mais duros discursos proferidos nestes um ano e quatro meses de gestão, o governador Confúcio Moura deu uma incisiva resposta aos críticos de sua administração, na manhã de sábado, em Monte Negro, onde esteve para assinar convênios com a prefeitura local.
“Não sou paraquedista. Alguns esquecem que estou em Rondônia desde o início dos anos 70, quando cheguei médico recém formado. Esquecem que fui secretário de saúde nos anos 80, esquecem que implantei o Sistema Único de Saúde (SUS), que construí os primeiros hospitais no interior e desde então não mudou nada, se esquecem que fui deputado federal, que fui prefeito premiado por diversas vezes, se esquecem que peguei o governo sucateado e endividado. Paguei mais de R$ 250 milhões de dívidas. Tive que tirar dinheiro do osso e ainda falam mal”, disparou.
No trecho mais duro de seu pronunciamento, Moura foi muito aplaudido ao falar com eloqüência de seus propósitos para o governo. “Não me candidatei para roubar, para ganhar dinheiro fácil, para ter empresas no governo e nem para fazer falcatruas na calada da madrugada. Candidatei-me porque amo Rondônia, porque amo as pessoas deste Estado”, disse.
“Pergunto: se os outros governos que passaram ao longo dos anos pouco ou nada fizeram pela saúde, como podem querer colocar sobre meus ombros todo pecado do mundo?”, questionou, numa chamada à reflexão.
Durante sua fala, o governador falou das ações que estão sendo empreendidas “para recuperar 20 anos de abandono na área da saúde”. Segundo ele, numa escala progressiva, o quadro da saúde pública já começa a mudar a partir da próxima segunda-feira (4), quando irá inaugurar uma nova UTI neonatal e mais 120 novos leitos no Hospital de Base. Também nos próximos dias será inaugurada uma extensão do Hospital do Câncer e Barretos, dentro do HB.
Em seguida, no dia 23, vai inaugurar o novo Hospital Infantil São Cosme e Damião, nos fundos do HB. Estão previstas para o dia 9 de julho, as inaugurações das duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma na zona Sul e outra na zona Leste, que irão desafogar de vez o atendimento no pronto socorro João Paulo II e, no dia 30 de julho, Confúcio Moura vai inaugurar o Hospital Regional de São Francisco do Guaporé, que atenderá toda a demanda do Vale do Guaporé.
No mês de setembro também será inaugurado o Centro de Diagnóstico por Imagem, que oferecerá a população, dentre outros exames, os de ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia e densintometria óssea, exames que custam muito caro e na maioria das vezes só são encontrados na rede particular de saúde.
Confúcio Moura disse ainda que irá construir o Centro Ambulatorial para Idosos (hospital de geriatria)
MAIS OBRAS
“Em poucos dias começaremos a dar a volta por cima”, disse o governador ao anunciar outras obras como a recuperação da pavimentação para Buritis, “com asfalto de qualidade”, asfaltamento de Campo Novo a Monte Negro, e disse ainda que o DER fará uma operação denominada “Corujão”, por meio da qual trabalhará dia e noite na recuperação de rodovias.
Moura falou também do projeto de habitação popular, ação que o governo do Estado não fazia há vinte anos, desde que foi extinta a Rondopoup. O último conjunto de habitação popular feito por intermédio do governo estadual foi o BNH de Ariquemes. Segundo o governador, sua meta é construir 20 mil casas populares para a população mais pobre. Só este ano quer construir 10 mil unidades, das quais quatro mil em Porto Velho, no bairro Mariana.
Falou ainda do Plano Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica (Pidise), que investira R$ 550 milhões na segurança pública, educação, informatização e modernização da administração e explicou sobre o programa de distribuição de calcário, com a construção de duas novas usinas. “O governo lança a semente e dá as diretrizes, mas é o povo quem conduz ao desenvolvimento”, observou.
Fonte: Decom
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