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Luka Ribeiro

Ferramenta Fascinante


Ferramenta Fascinante - Gente de Opinião

          De Alexander Graham Bell aos dias de hoje, ou seja, em cerca de um século e meio a invenção do telefone percorreu uma trajetória fantástica, evoluindo em formato e em finalidade, transformando um simples instrumento de comunicação em uma ferramenta de inestimável valor: sem nenhum exagero, o uso correto do celular é a maneira mais fácil do ser humano processar o mundo.

E pensar que num tempo não muito remoto, os segredos da infância eram transmitidos através de um aparelhinho, fabricado como se fosse um telefone móvel: duas latinhas e um barbante a uni-las! Um piá ouvia os segredos do outro, a dez ou mais metros de distância. O diálogo viajava pelo fio, alimentado pela pureza dos sorrisos e pela simulação imaginativa de cada um. Saudades!

O fascínio pelo celular vem galgando degraus cada vez mais altos, mudando a forma como as pessoas interagem com o mundo, revolucionando a comunicação, permitindo o diálogo instantâneo, com ou sem imagens, à longa distância. Aliás, fica difícil imaginar uma conversa ao telefone, antes do celular, quando ainda era preciso a interferência de uma telefonista para estabelecer a conexão.

Como não se apaixonar por um aparelhinho que é telefone, tradutor, máquina de datilografia, de fotografia e de filmar, manda mensagens, grava áudios, é e-book, loja, possui vários jogos, é sala de cinema, de TV, de aula; que nos leva ao estádio de futebol e aos ginásios esportivos, toca música e obedece a um sem número de aplicativos, onde e quando a gente quiser?

Logo logo descobriremos como usar o celular, em sala de aula, só proibir não vai funcionar. É proibido proibir! Não é de agora que o jovem sabe: o que é proibido é mais gostoso. Antes de tudo, é essencial estabelecer qual postura a escola irá adotar. Diretores, psicólogos (as) pais e professores (as) terão um papel importante na definição das diretrizes de comportamento, com o celular em sala de aula, ou não! O professor inteligente já vem passando tarefas para serem feitas em casa, com ajuda do celular, considerado por muitos o braço direito da IA.

Com o tempo o jovem saberá separar a hora das mídias sociais, dos joguinhos e do aprendizado. O ideal é mostrar aos estudantes o que significa o uso consciente do celular. Afinal, o aparelho, via internet, pode ser um excelente auxiliar, um professor adjunto no consumo de conteúdos educacionais, na comunicação com os colegas, nos debates e pesquisas.

A cada ano, um aparelho celular novo é lançado no mercado, superando o anterior em tecnologia, recursos e design. Estou esperando o celular a prova de furto e roubo. Quem sabe, um celular movido ou controlado pelo pensamento do dono, via chip implantado na pele?! Que se autodestrói, quando roubado e o ladrão tenta acessar senhas?! Não perguntem nada, imaginem… O mundo da tecnologia não para.

Nos séculos que antecederam ao XX, parece que o homem (ciência) foi retirando do seu próprio cérebro, vagarosamente, um restinho da capa existencial do deslumbramento humano, processando a razão, a imaginação, a fabulação, acariciando a vontade de seduzir o futuro, abrindo o horizonte ao inimaginável. 

A mim me parece que falta retirar a última capa, aquela que, de tão importante, não pode ser retirada de uma vez só, aquela que possibilitará o nascimento de um cérebro híbrido: humano e artificial!  Conhecendo e manuseando os segredos da IA, o homem será, enfim, a imagem e semelhança de Deus, cumprindo a última “profecia” de René Descartes, estabelecendo o fim da mortalidade e o primado da matéria. Pena que já não estarei aqui.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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