Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026 - 12h07

Se as paredes do
circuito carnavalesco falassem, hoje elas estariam entoando marchinhas em tom
de saudade. Hoje seria o "grande dia". O dia em que o Galo da Meia
Noite, um dos maiores baluartes da cultura portovelhense, ganharia as ruas para
anunciar que a alegria não tem hora para começar — ou terminar.
O chamado "Alô,
seu Cabo Omar!" — grito que ecoou por tantas décadas — hoje ressoa de
forma diferente. Não é apenas um convite para a folia, mas um tributo à memória
de quem plantou as sementes dessa festa.
Um Legado de Sangue e
Purpurina
Falar do Galo da Meia
Noite é, inevitavelmente, falar da Família Corbin e Caúla. A agremiação nunca
foi apenas um bloco; foi uma extensão do quintal de casa, um projeto de vida
que uniu gerações sob o mesmo estandarte.
Este ano, a folia
acontece no plano das lembranças. A celebração e In Memoriam" de figuras
que são a própria fundação dessa estrutura:
Dona Yolanda: O
coração era acolhedora que entendia que o carnaval se fazia com amor e
recepção.
Seu Dodô: A força e o
entusiasmo que mantinham o ritmo vivo mesmo quando o cansaço batia.
A Tradição que Resiste
ao Tempo
Fundado com a essência
do "carnaval de rua raiz", o Galo da Meia Noite se tornou patrimônio
imaterial da capital rondoniense. Para os moradores de Porto Velho, o desfile
representava o momento em que a cidade parava para ver a elegância e a
irreverência passarem.
"O Galo não era
apenas um bloco, era o encontro das famílias. Era onde Porto Velho se
reconhecia", afirma um antigo folião emocionado.
Mesmo com as ruas mais
silenciosas nesta data, o espírito de Seu Cabo Omar e a dedicação dos Corbin e
Caúla permanecem vivos. A tradição de Porto Velho não morre enquanto houver
alguém para lembrar do brilho nos olhos de Dona Yolanda e da alegria
contagiante de Seu Dodô.
O Galo pode não ter
saído hoje, mas seu eco ainda acorda a alma carnavalesca da cidade.
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