Sexta-feira, 29 de outubro de 2021 - 09h43

O Governador Marcos Rocha foi obrigado a vetar o Projeto de
Lei que estabelece o Zoneamento Socioeconômico Ambiental do Estado de Rondônia,
pauta que há décadas vem sendo reivindicada pelos produtores rurais e
aparentemente havia sido vencida. A proposta inicial encaminhada pelo Governo
do Estado sofreu uma série de emendas modificativas ao texto-base que tornaram
a legislação inconstitucional. Estas alterações são de autoria do deputado
estadual Jean de Oliveira (MDB) e atingiram em cheio os princípios da prevenção
e precaução, estabelecidos no artigo 225, parágrafo 1º, inciso IV da
Constituição Federal. Dentre outras coisas, as propostas acrescidas pelo
parlamentar não continham estudos técnicos que respaldavam as alterações
restando, portanto, a ausência de embasamento que garantisse a preservação de
áreas protegidas como estabelece a lei. Sem esta exigência legal, o Governador
não pode sancionar a legislação, do contrário responderá judicialmente.
Antes de encaminhar mensagem à ALE-RO informando os motivos
pelos quais deve vetar a legislação em sua integralidade, Marcos Rocha recebeu
uma recomendação do Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO) orientando
que ele rejeitasse a proposta tal como fez, tendo em vista as questões
inconstitucionais, bem como a afronta ao princípio do retrocesso ambiental,
como definiram o Procurador-Geral de Justiça, o Promotor Ivanildo de
Oliveira e o Promotor e coordenador do
GAEMA, Pablo Hernandez Viscardi, autores da peça que oficializa a recomendação
contrária do MP com relação ao projeto de lei aprovado pela ALE-RO. Em linhas
gerais, o Zoneamento Socioeconômico Ambiental é a divisão do Estado em áreas,
ou seja, cada zona terá sua obrigatoriedade social, ou seja, econômicas
(pecuária, indústria, agricultura, etc), de preservação, áreas que podem ser
manejadas, etc. Em suma, o objetivo geral é orientar o planejamento, a gestão,
as atividades e as decisões do poder público, do setor privado e da sociedade
em geral, relacionadas ao uso e ocupação do território, considerando as
potencialidades e limitações dos meios físico, biótico e socioeconômico,
visando à sustentabilidade.
Esta é uma pauta de interesse de toda cadeia do agronegócio
rondoniense, desde o pequeno ao grande produtor. Isso porque as áreas
delimitadas devem corresponder a uma porcentagem de preservação ambiental,
tendo em vista a classificação que se encontra dentro do zoneamento. Os debates
sobre o assunto reuniram diversos especialistas, de diversas áreas para que o
texto original fosse encaminhado à ALE-RO. Com o veto, a discussão só será
retomada novamente em fevereiro do ano que vem.
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
A comunidade ribeirinha do Baixo Madeira e a população em geral de Rondônia estão convidadas a participar da audiência pública ‘Rio Madeira, as muda

A startup brasileira LandPrint acaba de ser reconhecida como uma das 12 melhores tecnologias globais para análise de riscos físicos e financeiros as

Ecobags para coleta de garrafas PET são doadas pela prefeitura de Porto Velho
Aquela garrafa PET vazia, que muitas vezes acaba esquecida em casa, pode ganhar um novo destino.A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Mu

O Crea-RO e a WR Ambiental apresentaram ao prefeito de Porto Velho um projeto sustentável voltado à coleta de resíduos recicláveis durante eventos d
Quarta-feira, 11 de março de 2026 | Porto Velho (RO)