Quarta-feira, 25 de junho de 2008 - 13h56
O presidente do Fórum Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, disse hoje (25), que a forma como o Ministério do Meio Ambiente fez as apreensões de cabeças de gado, pode ter envolvido pecuaristas que não estão em condições irregulares, na região amazônica.
Nogueira disse que a CNA não é a favor de produtores ilegais, mas acha que deve haver mais conversa e menos exposição. "Não damos as mãos a um produtor que esteja ilegal na condição dele. Se ele está ilegal, tem que ser punido., mas acho também que precisava conversar. Eu acho que esse tipo de sensacionalismo não leva a nada", afirmou.
O representante da entidade acredita que, em alguns casos, não foi o pecuarista quem desmatou. O crime contra o meio ambiente teria ocorrido antes de sua chegada. "Nós temos que sentar e conversar. A CNA está disposta a conversar", disse.
As declarações foram feitas por Antenor Nogueira no intervalo da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, a qual também preside, no Ministério da Agricultura. Ele também falou sobre o combate à febre aftosa, um dos fatores que dificultam as exportações brasileiras.
Segundo ele, a Venezuela, o Equador e a Bolívia têm demonstrado que não atingirão a meta de erradicação da doença até 2010, e nem definiram uma nova data, o que prejudica os esforços brasileiros. "O Brasil está pagando um preço muito alto para se ver livre dessa doença, algo que esses países não estão fazendo", disse.
Quanto ao aumento do preço interno da carne bovina, Nogueira disse que pode causar redução nas exportações, mas outros fatores têm mais impacto sobre as vendas, como a "dificuldade de se cumprir a rastreabilidade".
Na reunião de hoje, ficou decidida a criação de dois grupos de trabalho na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina. Um, para avaliar o Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), e outro, para verificar o padrão de fabricação da vacina contra a febre aftosa na América do Sul.
Danilo Macedo
Agência Brasil
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