Quarta-feira, 17 de junho de 2009 - 16h40
O frigorífico JBS Friboi é uma das empresas investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Abate, deflagrada ontem e que resultou na prisão de 22 pessoas, entre servidores públicos e empresários. Segundo o procurador da República Reginaldo Trindade, do MPF em Rondônia, a empresa adicionava água à carne produzida na unidade de Porto Velho para aumentar artificialmente o peso do produto, com a conivência de fiscais da Superintendência Federal de Agricultura em Rondônia (SFA).Entre os 22 detidos ontem em dez Estados, além do Distrito Federal, a maioria pertence à Secretaria Federal de Agricultura, mas também há representantes do setor privado, membros do Ministério da Integração Nacional, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Banco da Amazônia, além de dois lobistas.
De acordo com o procurador, as investigações, que começaram em maio de 2008, apontaram que servidores públicos recebiam propina para encobrir crimes que teriam sido praticados por empresas localizadas em Rondônia. "A investigação começou porque recebemos fiscais da Superintendência Federal de Agricultura que queriam trabalhar honestamente e não conseguiam porque havia uma organização criminosa no órgão para favorecer não só o JBS Friboi, como também diversas empresas da região', disse o procurador.
Em nota divulgada na noite de ontem, o JBS Friboi afirmou que não há qualquer tipo de irregularidade em suas unidades localizadas no Estado de Rondônia ou em qualquer outro Estado. Segundo a nota, a "companhia ainda não tem conhecimento do teor do inquérito policial que originou a investigação para detalhar mais sobre o assunto e reforça que contribuiu e continuará a contribuir com as investigações".
Além do Friboi, outras empresas são citadas no inquérito: os frigoríficos Margen e Quatro Marcos, empresas atualmente em processo de recuperação judicial que teriam sido favorecidas pelos fiscais em operações envolvendo as suas unidades localizadas no município de Ariquemes (RO); Frigopeixe, também em Ariquemes; Laticínio Três Marias e Curtume Nossa Senhora da Aparecida, os dois últimos localizados em Ouro Preto d'Oeste (RO).
Segundo o procurador, as irregularidades variavam de acordo com a empresa, abrangendo a concessão de liberação para o funcionamento de algumas unidades de forma irregular, como autorização para exportação por parte dos fiscais, que receberiam propina em troca.
Fonte: Agência Estado
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