Domingo, 28 de junho de 2020 - 08h12

Além das hidrelétricas, da queda natural gerada pelo fluxo das águas, da forte trepidação dos potentes motores dos empurradores de balsas, um outro problema, considerado muito maior do eu a soma dos dois, está destruindo plantações, casas e tudo que encontra pela frente na área ribeirinha do Rio Madeira.
Na região, onde os moradores, via de regra pequenos agricultores e/ou pescadores da região, dizem que o maior inimigo da natureza é a garimpagem feita por dragas com potentes bombas de sucção que, na busca do ouro de aluvião, estão, como e diz por ali “acabando com tudo e matando até a fauna do rio por causa do uso indiscriminado de mercúrio”. E fazem um denúncia que precisa ser levada a sério pelas autoridades da área de segurança.
“Qualquer reclamação dos ribeirinhos, são respondidos com ameaças de morte pelos donos das dragas e das balsas”, denunciam, temendo, no entanto, citarem seus nomes ou onde residem. “Já teve caso aqui de pessoas serem ameaçadas pelos garimpeiros e por isso eles acham que seja melhor muitas vezes nem contar essas histórias”, afirmou um viajante que costuma atender pequenos comerciantes da região.
As denúncias são graves e já teriam sido feitas diversas vezes, sem sucesso, o que chega a levantar suspeita sobre a falta de fiscalização contínua por parte dos responsáveis. “Tem fiscalização, mas só aparece aqui quando vem junto com a televisão, depois desaparece”, queixam-se. Para muitos moradores a garimpagem descontrolada é mais grave do que todos outro fatores, e é responsável pelo “grave fenômeno causado pelo ser humano, que já está colocando em risco todo o ecossistema do Rio Madeira.
Os ribeirinhos citam que antes a garimpagem era feita mais para o meio do rio, onde além de causarem assoreamento também poluíam as águas com dejetos e mercúrio, que, conforme se diz por ali, vai para o fundo dos rios, sendo alimento para os grandes peixes “lisos” que comem sempre nas profundezas, casos dos dourados, etc, muito apreciados na culinária amazônica.

AS BALSAS
Enormes balsas trafegam dia e noite pelo Madeira, levando muitas toneladas de mercadorias, e procuram via de regra as proximidades das margens, o que gera enormes banzeiros e uma grande trepidação no barranco, contribuindo ainda mais para o aumento dos desbarrancamentos e aumentando o temor de que pessoas ou animais, e bens, eu se encontrem mais próximas às margens sejam tragadas pela sucção gerada pelos banzeiros.
Conversar com os ribeirinhos é encontrar uma situação constante de histórias de problemas gerados por diversos fatores, mas outra grande, e importante queixa é do abandono. “Pouco adianta dizermos que existe algo como um departamento de interior na prefeitura, porque aqui pouco se vê seus resultados e os administradores nada podem fazer porque lhes faltam recursos mínimos”, resume o parente de uma família da região mas que mora em Porto Velho.
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