Terça-feira, 18 de março de 2025 - 16h27

O Ministério Público
Federal (MPF) recomendou às superintendências do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nos estados do Amazonas,
Rondônia e Roraima a adoção de medidas para fortalecer a fiscalização e o
combate ao garimpo ilegal. A orientação enfatiza a necessidade de informações
mais detalhadas nos autos de infração das operações ambientais, garantindo
informações mais precisas. Para o MPF, a qualidade desses registros é
fundamental para a resolução dos casos e a identificação dos responsáveis pelos
crimes.
Na recomendação, o MPF orienta que, durante as operações de fiscalização, os
agentes ambientais registrem, em fotos e vídeos, as irregularidades
encontradas, uma vez que determinados detalhes da operação “são provas de
caráter irrepetível”. Além disso, os agentes devem fornecer detalhadamente
informações essenciais, como o tipo de atividade desenvolvida irregularmente
pelo infrator, a natureza e a quantidade de minério extraído ou encontrado no local
e as características da exploração ilegal.
Também devem ser documentados, com a maior precisão possível, os casos de
transporte e armazenamento de substâncias tóxicas utilizadas na atividade
garimpeira, bem como a degradação ambiental resultante da mineração irregular.
O MPF pontua que o cumprimento da recomendação tornará mais eficaz o combate ao
garimpo ilegal, pois a falta de informações e detalhes nos autos de infração
dificulta a identificação dos responsáveis e exige novas investigações pelo Ibama
ou pela Polícia Federal.
O assunto já foi tratado em reunião realizada no último mês com as
superintendências do Ibama nos estados de Rondônia e Roraima, que se
comprometeram a adotar melhorias no preenchimento dos autos de infração.
Crimes conexos - A exploração irregular de recursos minerais está
frequentemente associada ao crime organizado e à lavagem de capitais e outras
infrações conexas “o que demanda ação articulada entre as instituições para
prevenir e reprimir todas as atividades que fornecem suporte ao funcionamento
dos garimpos ilegais”, diz trecho do documento.
O MPF alerta que a mineração ilegal, além de prejudicar o meio ambiente e o
patrimônio público, impacta gravemente comunidades indígenas na Região Norte do
país, e já adquiriu dimensões de tragédia humanitária, atraindo a atenção de
diversos organismos internacionais.
A recomendação foi expedida em inquérito aberto para acompanhar a fiscalização
e as ações de combate ao garimpo ilegal conduzidas pelo Ibama. A iniciativa
integra a atuação do MPF na defesa do meio ambiente e dos direitos das
populações afetadas pela mineração ilegal, em especial comunidades indígenas da
Amazônia Ocidental.
Inquérito Civil nº 1.32.000.001116/2023-00
Acesse a íntegra da Recomendação
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