Quarta-feira, 26 de agosto de 2020 - 16h09

Integração da infraestrutura e a apresentação de
projetos robustos para aquisição de financiamentos foram a tônica da segunda
rodada de debates do encontro preparatório ao Fórum Amazônia+21, que ocorreu em
encontro online nesta quarta-feira, 26. Sob o título “Cooperação internacional,
fomento e mecanismos de alavancagem para o desenvolvimento da região
amazônica”, esse segundo painel teve a mediação do presidente da Federação das
Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, que também preside a Agência
de Desenvolvimento de Porto Velho (ADPVH).
Participaram destas discussões, Igor Calvet, da
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); Ignacio Ibañez, da
União Europeia no Brasil (EEAS); Morgan Doyle, do BID; e Petrônio Cançado, do
BNDES.
A partir das respostas a perguntas uniformes
feitas a todos os palestrantes, pode-se concluir que as instituições
financeiras estrangeiras estão abertas a investir em novos projetos em todo
território amazônico. A região congrega nove países. No Brasil, sua área
territorial compreende 60% do território nacional. E deste percentual, 85% é
composto por área nativa.
Igor Calvet, da ABDI, disse que é necessário
investir em inovação. “É importante que os processos produtivos passem pela
inovação, seja do ecossistema, pensando na bioeconomia. Também é necessário
apoiar os projetos de manufatura 4.0 na região”, afirmou.
Ignácio Ibañez, da União Europeia, disse que a
Europa neste pós-pandemia está comprometida em duas grandes prioridades, que
são o pacto digital e o pacto verde. Este último, segundo ele, também voltado
para investimentos com países parceiros. “O Brasil é um dos nossos principais
parceiros e estamos abertos ao diálogo que venha a resultar em aporte de
recursos”, completou.
Morgan Doyle, do BID, ressaltou que o diálogo
com todos os governos que integram a Pan-Amazônia é capaz de atrair e criar um
mercado mais amplo e diversificado. “O desafio é avançar em infraestrutura na
América Latina e Caribe, por exemplo. É necessário que se entenda que se deve
investir mais e melhor em ciência e bioeconomia”, defendeu.
O diretor de Projetos do BNDES, Petrônio
Cançado, disse que o banco está aberto para receber os projetos para a região.
Ele citou investimentos projetos sustentáveis baseados em quatro pilares: nas
pessoas, na floresta e sua biodiversidade, na infraestrutura e na regularização
fundiária. “Fazendo essa conjunção, poderemos agregar ainda outras instituições
financeiras, sejam elas de fomento, privadas ou públicas, para que haja
investimentos verdes na região”, disse.
Próximos encontros preparatórios ao Amazônia+21
Outros encontros virtuais serão realizados como
parte dos preparativos para o Fórum Amazônia +21, que ocorrerá nos dias 4, 5 e
6 de novembro deste ano. A iniciativa tem o intuito de estimular debates sobre
os desafios e as soluções para a Amazônia a partir de quatro eixos temáticos:
negócios sustentáveis, cultura, financiamento dos programas e ciência,
tecnologia e inovação.
Nos dias 23 de setembro e 14 de outubro
acontecem mais dois debates prévios. Todas as discussões serão vinculadas aos
quatro eixos temáticos do fórum.
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