Sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 - 14h23
O grande sistema de tempestades que devastou a Região Serrana criou uma série de trombas d'água nas montanhas. O número preciso é impossível determinar. As nuvens despejaram milhões de litros de água no alto dos morros. Essa água encharcou o solo e sobrecarregou córregos e rios. Em menos de uma hora de chuva, riachos de centímetros viraram rios com metros de profundidade, que irromperam pelas encostas tragando terra, rochas, árvores, casas e vidas.
Especialistas estimam que a velocidade da água chegou a 100km/h, o suficiente para inundar e arrastar casas em minutos. Uma vez no caminho de uma tromba d'água é quase impossível escapar. Tromba d'água, cabeça d'água - e até tsunami interior, como foi chamada este ano numa alagada Austrália -, a enxurrada tem vários nomes. E a Região Serrana reúne todas as condições para transformar uma enxurrada numa máquina de destruição em massa. As encostas são íngremes e irregulares, há centenas de pequenos córregos e rios. A chuva pode ser intensa - e o desmatamento piora tudo. Os vales são estreitos e profundos, canalizando a água e favorecendo inundações.
- É um terreno complexo, de paredões. O caminho é estreito. Isso aumentou dramaticamente a velocidade da água - explica Ernani Nascimento, professor de meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria e especialista em tempestades.
Muita gente, pouco cuidado. Ainda assim, trombas d'águas não são excepcionais. Elas sempre existiram. O que aumentou foi o número de pessoas onde ninguém deveria morar. Não raro volumes brutais de chuva caem no mar, mas isso não chama atenção pela óbvia razão de que lá não há ninguém.
- Não é vingança da natureza. Só que não havia tanta gente antes. Há gente demais em áreas de altíssimo risco. Tempestades sabidamente são frequentes e piores em regiões de montanha. Houve uma combinação infeliz de uma chuva intensa desabar sobre uma região vulnerável e povoada, frisa Isimar de Azevedo Santos, do Departamento de Meteorologia da UFRJ.
(Fonte: De olho no tempo, com informações O Globo)
Sábado, 14 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
A comunidade ribeirinha do Baixo Madeira e a população em geral de Rondônia estão convidadas a participar da audiência pública ‘Rio Madeira, as muda

A startup brasileira LandPrint acaba de ser reconhecida como uma das 12 melhores tecnologias globais para análise de riscos físicos e financeiros as

Ecobags para coleta de garrafas PET são doadas pela prefeitura de Porto Velho
Aquela garrafa PET vazia, que muitas vezes acaba esquecida em casa, pode ganhar um novo destino.A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Mu

O Crea-RO e a WR Ambiental apresentaram ao prefeito de Porto Velho um projeto sustentável voltado à coleta de resíduos recicláveis durante eventos d
Sábado, 14 de março de 2026 | Porto Velho (RO)