Segunda-feira, 4 de julho de 2016 - 14h20
Técnicos do estado discutem a construção da lei de serviços ambientais para credenciar o governo no mercado de crédito de carbono, com projeto de Pagamento de Serviços Ambientais (PSA) e Redd+, que viabiliza a conservação de floretas enquanto opção econômica. A ideia básica é remunerar quem preserva direta ou indiretamente o meio ambiente.
Para isso, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) promoveu na sexta-feira (1) e sábado (2) um Workshop sobre mudanças climáticas e pagamentos por serviços ambientais, direcionado aos técnicos do governo estadual e organizações da sociedade civil. O evento aconteceu em Porto Velho.
Uma das contribuições para construção da lei serviços ambientais de Rondônia foi a palestra do engenheiro florestal Mariano Cenamo, pesquisador sênior do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), que fez um histórico e contextualizou a política de mudanças climáticas e REDD+ no contexto internacional e nacional.
Ele disse que para Rondônia se credenciar no mercado de carbono precisa criar e regulamentar a lei da política estadual de governança, serviços ambientais e biodiversidade; reduzir o desmatamento; unir com os demais estados para se fortalecer; e integrar o programa nacional de Redd+.
“Após 10 anos de discussão, está praticamente definido como vai funcionar o Redd+. O único item que ainda não está totalmente esclarecido é sobre o acesso aos recursos financeiros, mas o Brasil está na frente de todos os países para receber pagamento pelo resultado da floresta em pé”, explicou Cenamo, citando que já existem projetos nos estados do Acre, Mato Grosso e em Rondônia, o Projeto de Carbono Florestal Suruí (único no mundo na categoria) que compra e vende crédito de carbono e consiste na proteção da terra indígena Sete de Setembro.
O pesquisador do Idesam reforçou que a meta de Redd+ pro Brasil é zerar o desmatamento ilegal até 2030; restaurar 12 milhões de hectares de floresta; e fazer a integração de 5 milhões de hectares de integração entre lavoura, pecuária e floresta. “O mecanismo de Redd+ pode mudar a lógica econômica na Amazônia. Abre as portas para um comércio de emissões oriundo da conservação florestal e redução do desmatamento”.
Outra contribuição para o tema foi do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que vai disponibilizar a ferramenta Sistema Integrado de Gestão Ambiental Municipal (Sigam) na escala para municípios e propriedades rurais.
Conforme explicou o agrônomo Paulo Amaral, pesquisador sênior do Imazon, o Sigam deve permitir um grande avanço na gestão ambiental dos municípios rondonienses. Além de oferecer uma ferramenta tecnológica inovadora para o controle ambiental, vai criar uma oportunidade de fornecer à administração municipal informações sobre o território do município.
O evento também contou com a presença da bióloga Elaine Corsini, assessora do gabinete de Assuntos Estratégicos do Governo do Mato Grosso, que trouxe a experiência daquele estado na implantação do Sistema de Redd+, além das organizações não governamentais locais: Rioterra, Ecoporé e Associação Etno-Ambiental Kanindé; e os técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambienta (Sema) de Porto Velho.
Fonte
Texto: Marilza Rocha
Fotos: Ésio Mendes
Secom - Governo de Rondônia
Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
A comunidade ribeirinha do Baixo Madeira e a população em geral de Rondônia estão convidadas a participar da audiência pública ‘Rio Madeira, as muda

A startup brasileira LandPrint acaba de ser reconhecida como uma das 12 melhores tecnologias globais para análise de riscos físicos e financeiros as

Ecobags para coleta de garrafas PET são doadas pela prefeitura de Porto Velho
Aquela garrafa PET vazia, que muitas vezes acaba esquecida em casa, pode ganhar um novo destino.A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Mu

O Crea-RO e a WR Ambiental apresentaram ao prefeito de Porto Velho um projeto sustentável voltado à coleta de resíduos recicláveis durante eventos d
Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)