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Comitê investigador decreta que Wolfowitz violou normas do Banco Mundial


Agência O Globo WASHINGTON - O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, violou as normas da instituição ao fixar as condições trabalhistas de sua noiva, indica o boletim divulgado, no final da noite desta segunda-feira, pelo comissão encarregada de investigar o caso. - O grupo concluiu que foi violado o código de conduta e as regras de pessoal 3.01, 5.02 e 6.01, assinala o documento, publicado na página web do Bird. O estudo de 53 páginas indica que, ao determinar as condições específicas da transferência temporária de sua noiva, Shaha Ali Riza, funcionária do banco, e dar instruções ao vice-presidente de recursos humanos para que aceitasse os termos estabelecidos, Wolfowitz incorreu em um "conflito de interesses". A comissão também determinou que o aumento salarial decretado por Wolfowitz para sua noiva supera o limite máximo estabelecido a regra 6.01. O presidente do Bird determinou que Riza receberia um aumento inicial de US$ 50 mil, que seria seguido de reajustes anuais. Após o primeiro aumento anual, seu salário passou par US$ 193.590, livres de impostos, mais do que ganha a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice. As revisões anuais de salário também superam o estipulado pelas normas, diz o documento divulgado pelo comitê investigador. A promoção decretada antes de sua transferência também foi irregular, segundo a regra 5.02 da instituição. Riza foi transferida de forma temporárai ao Departamento de Estado, em setembro de 2005, para evitar, assim, o conflito de interesses por ter seu noivo como chefe imediato. Essas transgressões e a polêmica subseqüente geraram uma "crise de liderança", segundo a comissão investigadora, que, a partir de suas conclusões, solicita ao Comitê Executivo do Banco Mundial que decida se o o ex-número dois do Pentágono será capaz de oferecer a liderança necessária para que o banco siga adiante com sua missão. O grupo investigador, integrado por sete dos 24 membros do Comitê Executivo, destaca, ainda, que a atual controvérsia "teve um efeito negativo dramático na reputação e credibilidade" do Banco Mundial. Está previsto que Wolfowitz compareça, nesta terça-feira, perante o Comitê Executivo, que deve adotar uma decisão sobre o caso entre esta terça e quarta-feira. Paul Wolfowitz tinha ganho um prazo extra, até a última sexta-feira, para apresentar sua defesa. A comissão esteve reunida durante todo o fim de semana e esta segunda-feira, antes de pronunciar sua conclusão. O Comitê Executivo pode, a partir de agora, pedir que Wolfowitz renuncie, expresse um voto de não-confiança ou adote uma medida para repreendê-lo. Matérias publicadas na imprensa americana, neste fim de semana, indicam que o Comitê estava inclinado a emitir um voto de não-confiança, o que tornaria difícil, ou melhor dizendo, praticamente impossível, a permanência de Wolfowitz à frente da instituição.

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