Quarta-feira, 31 de maio de 2017 - 08h04

247 - A revelação das delações de executivos da Odebrecht mencionando pagamentos ilícitos no exterior, que ainda estão sob sigilo e começam a ser repassadas nesta semana para outros países, deve agitar a política venezuelana. O governador do Estado de Miranda e principal nome da oposição ao chavismo, Henrique Capriles, é citado e teria recebido doações ilegais à sua campanha presidencial em 2012. Naquele ano, Capriles obteve 44% dos votos e perdeu para Hugo Chávez, que foi reeleito e morreu cinco meses depois.
As informações são de reportagem de Daniel Richner no Valor.
"Ex-diretor da Odebrecht em Caracas, o executivo Euzenando Azevedo contou em sua colaboração premiada que transferiu dinheiro fora da contabilidade oficial a Capriles para ajudá-lo na campanha, como forma de não depositar todos os ovos da empreiteira em uma única cesta.
Chávez era o maior destinatário de recursos ilegais pagos pela Odebrecht na Venezuela e continuaria sendo o preferido da construtora, segundo o delator. Azevedo era tido como interlocutor de confiança do ex-presidente e gozava de acesso privilegiado no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano. Ao contrário de eleições anteriores, no entanto, ele acreditava que Capriles tinha alguma chance de vitória em 2012 e que era preciso criar um canal de diálogo com o oposicionista para se contrapor à imagem de empresa muito próxima ao chavismo. Para facilitar esse canal, teria havido o caixa dois.
O que se sucedeu, a partir daí, poderia ser enredo de um filme policial. O serviço bolivariano de inteligência descobriu as doações feitas pela Odebrecht, e Nicolás Maduro, então ministro das Relações Exteriores, ameaçou cancelar os contratos da empreiteira no país. A construtora tocava obras de grande porte, como linhas de metrô em Caracas, e tinha a Venezuela como sua principal fonte de receitas com atividades no exterior.
Preocupado com o futuro dos negócios no país, o próprio Marcelo Odebrecht se encarregou de um pedido de desculpas a Maduro e disse que os repasses financeiros à campanha de Capriles haviam sido fruto de uma decisão do ex-diretor, sem o consentimento da cúpula da empresa no Brasil. Azevedo foi "convidado" a deixar o posto em Caracas e voltou a São Paulo.
Graças a esse movimento, os contratos da Odebrecht foram mantidos, mas ela não escapou de represálias. Antes praticamente livre da retenção de dólares na Venezuela, o grupo passou a enfrentar atraso crescente nos pagamentos do governo para suas obras desde aquele episódio. A dívida alcançou em torno de US$ 1 bilhão e depois foi minimizada, mas os pagamentos nunca voltaram ao fluxo normal."
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