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EUA alertam Rússia para acabar com apoio a separatistas



Da Agência Lusa

Os Estados Unidos advertiram ontem (10) a Rússia de que se continuar empenhada em “desestabilizar” o Leste da Ucrânia e armar os separatistas pró-russos “vai haver mais consequências” para os dirigentes de Moscou.

“Se Moscou continuar a ignorar os compromissos que assumiu em Minsk e a desestabilizar, com essas perigosas ações, os custos para a Rússia aumentarão”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, em entrevista coletiva, referindo-se ao agravamento da tensão no Leste ucraniano, depois das eleições de 2 de novembro nas regiões de Donetsk e Lugansk.

A porta-voz condenou “o aumento da militarização na região de Donbass pela Rússia, com o fornecimento de tanques e armas para os separatistas”, referindo-se a informações da missão especial de acompanhamento da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce).

“Os monitores da Osce informaram o movimento de grandes colunas militares de armas pesadas fornecidas pela Rússia e de carros de combate para a primeira linha do conflito nos últimos dias, além da intensificação dos bombardeios em torno do aeroporto de Donetsk e de Debáltsevo”, acrescentou.

Jen Psaki, que acusou os separatistas de ter decidido romper as linhas territoriais estabelecidas nos acordos de Minsk há dois meses, insistiu que “não há desculpa para essas contínuas e flagrantes violações” do cessar-fogo.

“Se a Rússia estiver verdadeiramente comprometida com a paz na Ucrânia, deixará de alimentar o conflito com mais armas e apoio aos separatistas e usar o seu poder para deter as violações do cessar-fogo, libertar os reféns e respeitar a fronteira”, acrescentou.

Entretanto, Moscou já negou que tenha alguma presença militar nas zonas do Leste ucraniano onde há combates e pediu respeito ao cessar-fogo.

As forças leais a Kiev e os milicianos separatistas recomeçaram os combates na quinta-feira (6),  em torno da cidade de Donetsk, que é o principal reduto rebelde, apesar do cessar-fogo determinado no dia 5 de setembro.

Várias fontes indicam a existência de 400 mortos, milicianos pró-russos, soldados e civis, nas regiões de Donetsk e Lugansk desde o acordo de cessar-fogo.

Os combates intensificaram-se depois da realização de eleições, no dia 2 de novembro, em ambas as regiões separatistas que, segundo Kiev, minaram os esforços para estabelecer a paz no Leste da Ucrânia.

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