Quinta-feira, 18 de agosto de 2011 - 22h01
LA PAZ - Indígenas bolivianos que faziam desde a segunda-feira passada uma marcha de 600 km em defesa de uma reserva natural ameaçada por uma estrada construída pela brasileira OAS, expressaram o desejo de dialogar com o presidente Evo Morales e, ao mesmo tempo, recorreram ao Brasil para suspender a obra.
Os nativos dizem que a estrada de 300 km, financiada principalmente pelo Brasil a um custo total de 415 milhões de dólares, afetará o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), de um milhão de hectares, rico em flora e fauna e onde vivem vários grupos autóctones desde tempos ancestrais. "Nós não estamos fechados ao diálogo, temos pedido desde o começo ao presidente" Morales, disse à AFP Ernesto Sánchez, dirigente do TIPNIS.
Cerca de 1.200 indígenas - o dobro dos que marcharam na segunda-feira em Trinidad, capital do departamento (estado) amazônico de Beni - estão a poucos quilômetros de San Ignacio de Moxos, aonde chegará a estrada que parte do povoado 'cocalero' de Villa Tunari, reduto político de Morales.
Os indígenas calculam que levarão 40 dias em uma marcha até La Paz, na sede do governo. Eles querem dialogar com o governo, mas só com o presidente Morales, o primeiro aimara a chegar ao poder desde a fundação do país, em 1825.
O líder indígena Sánchez afirmou, ainda, que junto com esta ação também foram enviadas cartas para reclamar sobre a construção da estrada para a presidente Dilma Rousseff, o embaixador brasileiro em La Paz, Marcel Biato, e para a empresa responsável pela obra, a brasileira OAS. "Foi mandada uma carta a três autoridades: ao embaixador do Brasil na Bolívia, à presidente do Brasil e à empresa OAS, que vai construir a estrada", afirmou.
"Estamos afirmando que não queremos que a estrada passe por aqui (a reserva natural) e que eles, como financiadores, podem exigir que se cumpram todas as normas que temos na Bolívia", acrescentou.
Fonte: France Presse
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