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Limite financeiro para assistência humanitária a haitianos


A situação dos haitianos que chegam ao Brasil usando o Acre como porta de entrada continua acontecendo na fronteira de Assis Brasil com Iñapari, no lado peruano. Embora o quadro atual seja diferente do apresentando em 2011, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Nilson Mourão, anunciou nessa segunda-feira, 25, que o Estado chegou no limite financeiro para a assistência humanitária aos refugiados vindos do Haiti.

Os haitianos continuam chegando ao Brasil através de Iñapari, no Peru, fronteira com o município acreano de Assis Brasil. Dessa vez eles surgem em pequenos grupos de uma ou duas pessoas - diferentemente da situação registrada no ano passado, onde os grupos de refugiados eram bem maiores. Atualmente estão registrados cerca de 150 a 170 haitianos em Iñapari. Desses, 46 já receberam permissão para entrar no Brasil, com sua documentação colocada em ordem, e agora podem procurar emprego no país.

Ainda segundo Nilson Mourão, um grupo de empresários se dirige ao Acre para contratar esses haitianos. Porém, a prestação de ajuda humanitária por parte do governo do Estado chegou ao limite. “Não temos mais recursos da secretaria para manter essa assistência. Mesmo sendo uma questão do governo federal, o governo do Estado já gastou cerca de R$ 2 milhões em ajuda humanitária com os refugiados haitianos. A contrapartida do governo federal foi de R$ 360 mil, além de oito toneladas de alimentos.”

Para Nilson Mourão, a necessidade agora é intervir junto ao governo federal e conseguir mais recursos para a assistência humanitária. "Pessoas e disponibilidade para trabalhar nós temos, só nos faltam os recursos”, afirmou.
 

Os haitianos no Brasil
 

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Os haitianos continuam chegando ao Brasil através da cidade de Iñapari, no Peru, fronteira com o município acreano de Assis Brasil (Foto: Gleilson Miranda/Secom)


O terremoto de janeiro de 2010 no Haiti não é a principal causa da fuga de haitianos do país. No Haiti, 65% da população é jovem. Antes do terremoto havia de 20 a 25% de desempregados e metade da população vive com menos de um dólar por dia. Após o terremoto a situação ficou caótica, além dos surtos de doença e ausência de oportunidades de melhoria financeira.

Muitos haitianos compraram o sonho de que a mudança para o Brasil faria com que suas situações mudassem para melhor. Através de “coiotes”, eles juntaram todo o dinheiro possível e partiram em viagem, atravessando o Peru e chegando ao Acre, partindo então para outros destinos como Porto Velho, Manaus e São Paulo.

Fonte: Agência de Notícias do Acre / Samuel Bryan

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