Quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 - 12h14
Renata Giraldi*
Agência Brasil
Brasília - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar hoje (16) um plano nacional de controle de armas de fogo em mãos da população civil, na tentativa de conter a violência no país. A iniciativa ocorre um mês depois do massacre em uma escola infantil, em Connecticut, no qual 26 pessoas morreram, a maioria crianças.
O plano, que será apresentado por Obama, define medidas em três linhas: proibição dos chamados fuzis de assalto, que são armas portáteis de grande poder de fogo, usadas por tropas militares; restrições à venda de munição; e novas diretrizes para verificação dos dados pessoais dos interessados em comprar armamentos.
A proposta do governo norte-americano deve ser submetida à aprovação no Congresso e esbarra na pressão da indústria de armas, que é contra as medidas. Desde 1789, a Constituição dos Estados Unidos protege o direito dos indivíduos de portar armas.
De acordo com dados oficiais, há cerca de 310 milhões de armas de fogo em mãos de particulares. Pesquisas feitas pelo Instituto de Estudos Internacionais, em Genebra, indicam que, somente nos Estados Unidos há 90 armas para cada 100 pessoas; depois vem o Iêmen, que registra 61 armas para o mesmo número de indivíduos, e a Finlândia, com 56.
O estudo mostra também que, no mundo, civis têm 700 milhões de armas de fogo, dos quais 40% nos Estados Unidos. Uma média de 85 pessoas morre todos os dias em cidades norte-americanas em decorrência do uso de armas de fogo.
De acordo com especialistas, um dos maiores obstáculos na adoção de medidas de controle de armas nos Estados Unidos é a pressão exercida pela Associação Nacional de Rifle. Ontem (15) o estado de Nova York saiu na frente e aprovou medidas de controle na venda de armas na região, na tentativa de reduzir a violência.
*Com informações da agência estatal de notícias de Cuba, Prensa Latina
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