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Petrobras pode ganhar nova concorrência na Bolívia


Ramona Ordoñez, Agência O Globo RIO - A Petrobras poderá voltar a investir na Bolívia, antes mesmo de fim do prazo de 120 dias acertado entre a companhia e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) - estatal boliviana - para avaliar a possibilidade de novos investimentos no país vizinho, assim como tomar uma posição em relação ao aumento extraordinário dos preçcos do gás natural importado pelo Brasil. A YPFB informou que, nesta terça-feira, a companhia vai abrir os envelopes com as propostas da concorrência que está realizando, com o objetivo de aumentar a produção de gás para exportação para a Argentina. A Petrobras, assim como as demais petrolíferas que atuam na Bolívia, participa da concorrência. Segundo informou a YPFB, as propostas terão o objetivo de atender a produção para exportação para a Argentina de 7,7 milhões de metors cúbicos por dia de gás natural a partir já deste ano, passando para 16 milhões de metros cúbicos a partir de 2008/09, atingindo 27,7 milhões de metros cúbicos a partir de 2010 até 2026. O contrato entre a YPFB e a Enasa, estatal argentina, foi assinado em outubro do ano passado, com prazo de 20 ano. A YPFB estima uma receita no período dea ordem de US$ 50 bilhões. Em maio do ano passado após o anúncio da nacionalização das reservas de petróleo e gás pella Bolívia a Petrobras tinha suspendido todos novos investimentos no país. Agora, após renegociar os contratos com a YPFB em relação às suas atividades de exploração e produção de gás boliviano, a companhia fez um acordo no qual prometeu discutir no prazo de 120 dias a possibilidade de voltar a investir no país. Nos últimos dez anos, a Petrobras investiu cerca de US$ 1 bilhão na Bolívia onde atuava em todas as áreas do setor de petróleo e gás. da produção à distribuição. Atualmente a companhia foi obrigada a devolver as atividades de distribuição de combustíveis, e está negociando o ressarcimento para entregar a operação das duas únicas refinarias existentes no país. Na atividade de exploração, a estatal brasileira fez novos contratos com aumento do valor dos impostos e taxas, enquanto ainda não concluiu as negociações em relação ao aumento dos preços do gás importado que está sendo exigido pela Bolívia.

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