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Policial religioso saudita é condenado por manter 6 esposas




Tariq Saleh
De Beirute para a BBC Brasil

Uma corte na região de Jazan, no sul da Arábia Saudita, condenou um membro da polícia religiosa do país a receber 120 chibatadas por ter casado com seis mulheres.

O Islã permite a poligamia para homens, mas em condições especiais. O marido pode ter até quatro esposas, desde que as trate em condições de igualdade.

O caso atraiu ainda mais atenção pelo fato de o homem, de 56 anos, ser membro da Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, conhecida como a polícia religiosa da Arábia Saudita.

Ele foi acusado de violar os princípios islâmicos da sharia (lei religiosa) e, além das chibatadas, também foi proibido de viajar por cinco anos e obrigado a memorizar os últimos dois capítulos do Alcorão.

O acusado alegou ignorância em relação ao Islã, dizendo que só teve a escolaridade básica e que desconhecia a proibição de mais de quatro esposas.

Mas segundo relatou uma autoridade à mídia local, nem o juiz e nem as pessoas presentes ao tribunal acreditaram no acusado, que não teve seu nome revelado.

“Eu acho difícil acreditar que ele não estava ciente de uma regra religiosa tão conhecida até para não-muçulmanos”, disse o juiz Sheikh Salmam Al Wida’ani.

Casamentos ilegais

De acordo com as autoridades, o homem casou legalmente com três mulheres sauditas e, ilegalmente, com outras três de cidadania iemenita.

Segundo a corte, nenhum de seus parentes compareceu às cerimônias de casamento com as mulheres estrangeiras.

Um porta-voz da polícia religiosa disse que foi a própria instituição que descobriu o caso. A investigação, entretanto, foi ordenada pelo juiz da província.

A polícia religiosa da Arábia Saudita tem mais de cinco mil membros e tem como tarefa fiscalizar o comportamento da sociedade saudita.

Os policiais fazem patrulhas nas ruas e centros comerciais para evitar que homens e mulheres solteiros andem juntos.

As mulheres também são vigiadas para que se cubram dos pés à cabeça com a vestimenta conhecida como chador.

Além disso, a polícia religiosa fiscaliza restaurantes e lojas para que fechem durante os horários das orações, e faz operações de combate ao consumo de álcool e drogas.

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