Domingo, 13 de abril de 2014 - 13h59
O secretário de Estado norte-americano John Kerry disse hoje (13) que a Russia enfrentará “consequências adicionais” se não reduzir as tensões com a Ucrânia e retirar as tropas da fronteira. Ativistas pró-russos tomaram, ontem, a sede regional do Ministério do Interior e também as esquadras da polícia em três cidades da região de Donetsk, no Sudeste russófono da Ucrânia.
“Os militantes estavam equipados com armas especializadas russas, com os mesmos uniformes que vestiam as forças russas que invadiram a Crimeia”, disse um responsável do Departamento de Estado.
“Kerry expressou a sua grande preocupação nos ataques de sábado(12) por parte de militantes armados no Leste da Ucrânia terem sido orquestrados e sincronizados, de forma idêntica a ataques anteriores no Leste da Ucrânia e na Crimeia”, indicou a fonte em comunicado.
Ontem cerca de 200 manifestantes pró-russos armados de bastões tomaram a sede da polícia em Donetsk, cidade no Leste da Ucrânia. Os manifestantes não encontraram resistência e algumas dezenas de membros da força antimotim enviados para proteger o edifício foram vistos com faixas preta e laranja, as cores dos apoiantes da Rússia.
Também no sábado, pró-russos tomaram a sede dos serviços de segurança de Slavjansk, cidade a 120 km de Donetsk, depois de já terem ocupado uma esquadra de polícia. Há quase uma semana, os separatistas tomaram da sede do Governo regional de Donetsk.
O ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, anunciou na sua página na rede social Facebook o envio de “forças especiais” para darem uma “resposta firme” aos “terroristas”. A presidente da câmara de Slaviansk, na província de Donetsk, Nelly Chtepa alertou: “Estamos todos de acordo”, disse e acrescentou que “a cidade inteira irá defender os rapazes que tomaram o edifício”.
Os separatistas exigem a unificação com a Rússia ou, pelo menos, um referendo sobre uma maior autonomia regional. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu ontem calma e diálogo a todas as partes envolvidas na crise da Ucrânia para reduzirem a tensão e resolverem as divergências.
No dia 22 de abril, o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, visita a Ucrânia para reforçar o apoio dos Estados Unidos a Kiev e tomar medidas para melhorar a segurança energética do país.
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