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Usina de Fukushima: Após explosão, gov.alerta sobre riscos



Renata Giraldi
 Agência Brasil


Brasília - A Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, sofreu ontem (14) à noite (horário do Japão) nova explosão. É a terceira desde a série de terremotos mais intensos iniciados na última sexta-feira (11). O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, foi à televisão e informou que o Japão mergulha "na crise mais grave desde a 2ª Guerra Mundial". Kan ordenou que todos os moradores de regiões próximas à usina desocupem o local.

A ordem de Kan vale para os que se encontram em um raio de 20 quilômetros em volta da Usina Nuclear 1, de Fukushima. O primeiro-ministro pediu também que aqueles que estão em um raio de 20 a 30 quilômetros da unidade permaneçam em suas casas. As informações são da BBC Brasil, da agências públicas de notícias do Japão, NHK, e de Portugal, Lusa.

O primeiro-ministro japonês afirmou ainda que todas as medidas são tomadas para evitar mais explosões ou vazamentos de radioatividade. Segundo Kan, os funcionários da usina estão pondo sua vida em risco ao injetar água na tentativa de reduzir a temperatura dos núcleos dos reatores. Ele pediu que os japoneses tentem permanecer calmos.

De acordo com as autoridades japonesas, a explosão ocorreu no reator 2, no momento em que havia uma tentativa de estabilizá-lo. Anteriormente outros dois reatores sofreram explosões. A empresa que opera a usina, Tokyo Electric Power (Tepco), informou que o nível de radiação no local foi elevado e que há chances de ter havido vazamento radioativo.

A primeira explosão ocorreu no sábado (12), quando o reator 1 teve problemas. Desde então, cerca de 185 mil pessoas foram retiradas de um raio de 20 quilômetros da usina e 22 estão sob tratamento por exposição à radiação. As explosões foram precedidas de problemas no sistema de resfriamento dos reatores, que pararam de funcionar em consequência do terremoto.

As explosões em Fukushima causaram preocupação em diversos países com suas próprias instalações nucleares. Os governos da Índia, Alemanha, Suíça e Áustria também anunciaram mudanças em seus programas nucleares.

 

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