Terça-feira, 11 de agosto de 2009 - 11h03
Diretora de escola acusada de assédio moral diz que tem "costas quentes" e é mantida no cargo
Mesmo tendo sido acusada de assédio moral e de abuso por quase todos os professores e técnicos da Escola Estadual Cecília Meireles, de Vilhena, a diretora Elizéia Oliveira de Moura foi mantida no cargo.
Após uma confusão ocorrida na escola, que resultou na suspensão das aulas, a diretoria do Sintero na Regional Cone Sul foi chamada, deparando-se com uma situação insustentável.
Os diretores regionais do Sintero, João Assis da Silva e Francisca Diniz compareceram à escola e alertaram que esta não é a primeira denúncia que recebem sobre o comportamento reprovável da diretora.
Com exceção de uma funcionária, que por medo não se manifesta, todos os demais integrantes da escola são testemunhas das palavras e dos atos impróprios praticados pela diretora durante o expediente.
Nem a vice-diretora, Laurita de Lima, suportou o assédio moral e pediu exoneração. Em uma carta emocionada enviada a uma amiga, a ex-vice-diretora narra os momentos de terror que viveu na escola, inclusive quando foi proibida de participar de eventos como a Feira do Empreendedorismo. A carta também denuncia que na escola não se pode, inclusive, conversar com determinadas pessoas sem receber repreensão da diretora.
De acordo com o relato repassado à direção do Sintero, a diretora chama professores e funcionários de incompetentes, grita com os subordinados, e afirma que manda e que ninguém mexe com ela porque "tem costas quentes".
As atitudes da diretora, mesmo contrariando a lei, têm o apoio do Secretario Executivo do Estado para o Cone Sul, Ilário Bodanese e da Representante da Secretaria Estadual de Educação, Vera Lucia Azevedo.
As duas "autoridades" também foram chamadas no auge da confusão e confirmaram as "costas quentes" da diretora, mantendo Elizéia no cargo em detrimento de toda a situação criada.
Convidada a participar de reuniões com os professores e funcionários para resolver a situação, a diretora fugiu, dizendo que não autorizou a realização da reunião.
De acordo com a direção do Sintero, nem a Representação de Ensino nem a Secretaria Executiva do Estado para o Cone Sul demonstrou interesse em resolver a situação.
Na manhã desta terça-feira o caso será levado ao Ministério Público e poderá resultar em uma ação judicial.
Fonte: Adércio Dias
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