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Montezuma Cruz

Colaborador de Amazônias no portal Gente de Opinião e repórter da Superintendência de Comunicação Social do Governo de Rondônia. Anteriores: redator de Cidades no Jornal de Brasília. Editor da Agência Amazônia de Notícias em Brasília. Repórter especial e editor de Opinião no Correio do Estado, em Campo Grande (MS). Assessor de imprensa do senador Amir Lando [1999-2004] e do deputado Fernando Melo da Costa [2007-2010]. Editor de cidades em A Gazeta, Cuiabá (MT). Editor de internacional no O Diário do Norte do Paraná. Também trabalhou para A Tribuna, O Guaporé, O Parceleiro, O Estadão de Rondônia e sucursal da Empresa Brasileira de Notícias (EBN) em Porto Velho, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, O Globo [todos em Cuiabá e Porto Velho), Porantim em Manaus (AM), O Estado do Maranhão, Folha de Londrina, Revista do Mercosul e Foz em Resumo, ambos em Foz do Iguaçu.

CPI DO ÍNDIO NÃO INDICIA DOM ROQUE PALOSCHI

19/05/2017 - [13:05] - Política

 

 

ANTONIO VITAL
Agência Câmara

 

BRASÍLIA – O relator da CPI da Funai, Nilson Leitão (PSDB-MT) retirou do texto a sugestão de indiciamento do presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho (RO). A inclusão do arcebispo na lista de cerca de 90 pedidos de indiciamento foi um dos pontos mais criticados por deputados da oposição na discussão do relatório.

Foi transferida para a próxima terça-feira (23) a continuação da votação do relatório final da CPI da Funai e Incra 2. O texto principal do deputado Nilson Leitão foi aprovado, mas sem dois de seus principais trechos, objetos de destaques de votação em separado apresentados pela bancada do PT. São eles os cerca de 90 pedidos de indiciamento feitos pelo relator e as proposições legislativas sugeridas.

A votação foi suspensa por volta de 16h30 de quinta-feira (18), em função do início da Ordem do Dia do Plenário da Câmara e seria retomada em seguida. Mas o presidente da CPI, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), atribuiu o adiamento a um acordo com a oposição.

“A bancada da oposição disse que não votaria nenhuma medida provisória em Plenário se o relator da CPI não apresentasse novo texto com as modificações que aceitou fazer em seu relatório. Por isso a votação ficou para a semana que vem”, explicou.

Secretaria Nacional do Índio já era

Outra mudança anunciada por Leitão foi relativa à parte do relatório que previa a substituição da Funai. Ele anunciou que abre mão da criação do novo órgão, mas sugere que os órgãos responsáveis pela saúde e pela educação do índio voltem para a Funai e deixem os ministérios da Saúde e da Educação.

Foi a terceira tentativa de votação do relatório, que pede o indiciamento de cerca de 90 pessoas por supostos crimes praticados em processos de demarcação de terras indígenas, de quilombolas e até em assentamentos rurais destinados à reforma agrária.

O relatório acusa servidores da Funai, do Incra, além de antropólogos e dirigentes de organizações não-governamentais, de fraudarem processos de demarcação no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

Entre os pedidos de indiciamento estão os do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, de 15 antropólogos, além de dirigentes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e do Centro de Trabalho Indigenista.

O relatório final da CPI da Funai também pede que o Ministério da Justiça faça uma nova análise de demarcações em andamento no Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


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