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A BR-364 nossa de cada dia


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A BR-364 ficou conhecida popularmente como a “Rodovia da Morte” por conta dos inúmeros acidentes ocorridos nos últimos meses. Somente no ano passado, conforme aponta as estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram 111 mortes e mais de 1,2 mil acidentes no trecho que compreende os municípios de Vilhena, Sul de Rondônia, a Rio Branco, no Acre.

O Ministério dos Transportes deve apresentar nesta segunda-feira o estudo técnico de análise da concessão de um trecho de 806 quilômetros da rodovia federal. O trecho é de Comodoro (MT) até o município de Porto Velho (RO). Pelos menos 20 empresas manifestaram forte interesse em administrar o trecho.

Sem dúvida, a BR-364 não suporta mais operação tapa-buraco. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) passa o dia tapando buraco na rodovia federal. No dia seguinte, o buraco volta a abrir. De fato, a rodovia está totalmente deteriorada e prejudicada nas suas camadas. A forte chuva que cai na região ajuda a agravar ainda mais a situação da estrada. Quem sofre com tudo isso é a população.

O maior problema nessa época do ano, o volume de carreta que chega transportando soja do Mato Grosso e Sul de Rondônia até o Porto Graneleiro de Porto Velho. O número de acidentes, somente no primeiro trimestre, já representa 30% do ocorrido na mesma época do ano passado. A quantidade de buracos na rodovia ajuda ainda a complicar a vida dos usuários e representou somente este ano 8% dos acidentes.

Mas a maior causa dos acidentes é a imprudência, hoje responsável por 85% dos acidentes na BR, conforme dados da PRF. Enquanto não houver duplicação, a população rondoniense vai continuar assistindo cenas de acidentes graves e vidas se perdendo. A PRF passa mais tempo prestando socorro às vítimas da rodovia do que fiscalizando.

Os cortes no Orçamento Geral da União inviabilizam qualquer tipo de investimento na rodovia. O projeto de duplicação da BR, na época em que foi feito um estudo, teria custo de mais de R$ 400 milhões no trecho entre Ouro Preto e Ariquemes. O governo não tem como nos próximos anos viabilizar esse dinheiro. Ao que parece, a saída nesse momento, é a privatização da rodovia. Seria uma forma, pelo menos, de reduzir o índice de mortes na estrada. Está na hora de dar um basta nessa sangria.

 

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