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Opinião

A despedida de Dilma


 
Gabriel Bocorny Guidotti
Jornalista e escritor
Porto Alegre – RS (Brasil)


Um dia histórico para o Brasil. Por até 180 dias, a presidente Dilma Rousseff está afastada do exercício do cargo máximo da nação. A decisão do Senado confirma a posição da Câmara, manifestada semanas atrás. A suspensão da petista carrega uma forte probabilidade de que seu mandato será cassado. Michel Temer, o vice indigesto, assume o comando do país. Com ele, a esperança pelo fim dessa crise infernal.

A suspensão de Dilma deve-se a uma sucessão de fatos. A eleição de 2014 já dera mostras de que o PT não teria folga na condução do Governo Federal. O provável impeachment é uma mescla de erros dramáticos por parte da presidência, sobretudo na condução da política econômica, e uma boa dose de oposição bem feita por parte de PMDB – no quintal de casa – e PSDB – rival histórico dos petistas.

Dilma, pelos menos aparentemente, tem boas intenções. Falta-lhe competência. Ao longo do tempo, certos discursos não mais encontraram guarida popular ou política. As mentiras eleitoreiras de 2014, como a inflação sob controle e a não modificação de direitos trabalhistas, levaram embora ampla margem de adeptos que ao PT confiaram seu voto. A presidente mentiu para si e para o povo. Isso resultou em índices baixíssimos de aprovação.

No discurso de saída, a petista reforçou a tese de ‘golpe’. O golpe, todavia, foi dado por um governo que perdeu governabilidade. As derrotas acachapantes na Câmara e no Senado não foram fruto exclusivamente de um partido de oposição. Ao contrário, manifestaram a vontade de uma massa política que criou ojeriza à gestão do PT. A presidente foi democraticamente eleita e democraticamente afastada. Será democraticamente cassada.

Resta, a partir de hoje, torcer por uma ampla mudança nas estruturas do país. Temer tem a chance de repetir Itamar Franco e tornar-se uma espécie de salvador da pátria num momento em que todos os prognósticos atestam um futuro sombrio. Ele terá o apoio não de um partido, não de uma sigla, mas de todo cidadão de bem que anseia ver o Brasil retomar o rumo do crescimento. É tempo de recomeçar.
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