Porto Velho (RO) quinta-feira, 12 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Opinião

A origem dos habitantes


 

Como ler o passado pré-colombiano e pré-cabraliano se não há livros sobre esses tempos remotos? Restaria a tradição oral, mas até ela precisaria ter origem naqueles antigos habitantes da Amazônia e não em povos que se deslocaram para a região em tempos mais modernos.

A pesquisadora Juliana Salles Machado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, encontrou uma forma de fazer a leitura possível dos velhos tempos, analisando dados com indicações de continuidade ou não dos grupos indígenas do passado nas atividades humanas do presente.

Intitulada Arqueologia e história nas construções de continuidade na Amazônia, a análise se baseia em exemplos da arqueologia amazônica, da antropologia e, mais especificamente, de pesquisa etnoarqueológica que está sendo realizada entre comunidades ribeirinhas da ilha de Caviana, no Pará.

Para a pesquisadora, desde o início das discussões acadêmicas sobre a ocupação humana na Amazônia, “vimos um constante embate acerca da continuidade ou não do cenário atual dos povos indígenas e seus antepassados pré-coloniais. Seja de um lado, seja de outro, a colonização, seu impacto entre as populações indígenas e seu efeito impulsionador para a criação e transformação de novos atores sociais, foi – e ainda é – um ponto chave na interpretação dessa transição entre o passado amazônico pré-colonial e o presente”.

Grandes rupturas – Em seu estudo, Juliana observa que não há unanimidade em torno do assunto: “Pendendo ora para um lado ora para outro, alguns pesquisadores defendem grandes rupturas com o cenário indígena atual, cujas populações, ditas escassas e simples, como inúmeras vezes foram descritas, seriam um reflexo distorcido de um passado glorioso de populações numerosas e politicamente hierarquizadas”.

Nesse caso, ela menciona trabalhos consagrados como o de Anna Roosevelt – “Moundbuilders of the Amazon: Geophysical Archaeology on Marajó Island, Brazil”, de 1991. Nessa linha também segue o pesquisador Eduardo Neves em “Twenty Years of Amazonian Archaeology in Brazil (1977-1997), publicado em 1998.

Há, também, olhares menos generosos com o passado pré-colonial, apontando para uma continuidade desse cenário ao longo do tempo, ou seja, o que vemos hoje seria próximo do que tínhamos antes.
 

Siga o Gentedeopinião no Gente de Opinião
 



Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
Gentedeopinião   /  AMAZÔNIAS   /  RondôniaINCA   /   OpiniaoTV
 Energia & Meio Ambiente   /   YouTube  / Turismo   /  Imagens da História

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Câmara Municipal de Porto Velho vive crise de “ingerência”

Câmara Municipal de Porto Velho vive crise de “ingerência”

É mais ou menos isso que se pode inferir das palavras do médico dermatologista e vereador José Iraci Macário Barros, durante recente entrevista ao j

Até tu, Ipam?

Até tu, Ipam?

É impressionante e, ao mesmo tempo, revoltante saber como Daniel Vorcaro conseguiu, em tão pouco tempo, montar e operar um esquema de corrupção alta

Para ser deputado estadual...!

Para ser deputado estadual...!

Um colega me perguntou o que é exigido para se candidatar à função de deputado estadual. Em primeiro lugar, o pretendente precisa ser brasileiro nat

Filhos de pais divorciados têm menos filhos

Filhos de pais divorciados têm menos filhos

Estudo revela que filhos de pais separados têm menos filhos e relações mais instáveis na vida adulta Um estudo recente da Universidade Bocconi, em Mil

Gente de Opinião Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)