Domingo, 17 de fevereiro de 2013 - 00h11
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O que será da Rede que embala os sonhos de Marina Silva, e que neste sábado, 16, na capital do país, formalmente foi apresentada à população?
Os sonháticos – ou lunáticos, segundo os que pretendem desqualificar o movimento da ex-senadora – embalam o projeto de uma nova política, não exclusivamente devotada a perseguir resultados eleitorais, mas para disputar “uma nova visão de mundo”, nas palavras da ambientalista.
Uma visão de mundo em que o consumismo exacerbado e a lógica do lucro a qualquer preço não estejam no topo das necessidades humanas, quadro que tem gerado crise civilizatória, de ordem ambiental, social, econômica e moral.
Sem reparos. O problema é fazer essa disputa num país sem educação e cidadania, que prefere o consumo e o imediatismo.
Goste-se ou não de Marina Silva e sua pretensão seja vista por muitos com desconfiança, não se pode negar que ela reúne, como poucos políticos no país, a inquietude intelectual e a ação política capazes de gerar, como agora, um movimento que, queiram ou não os que preferem novamente uma polarização eleitoral entre tucanos e petistas em 2014, pode desestabilizar o jogo jogado. É ótimo para a democracia, para oxigenar a política e reavaliar as esperanças.
Se os tucanos, alguns deles muito próximos a Marina Silva, têm sido incapazes de propor alternativas ao governo petista que comemora 10 anos no poder, quem sabe a Rede Sustentabilidade, nome do partido lançado pelos sonháticos, consiga embalar a candidatura presidencial da ex-ministra, portadora de ideias de mudança na visão do mundo e de 20 milhões de votos em 2010, o que forçou a ida de Dilma Rousseff e José Serra ao segundo turno.
Possível ou impossível, só o tempo dirá, até porque há longa trajetória a percorrer para que o TSE chancele o novo partido. Mas o ato político capitaneado por Marina Silva e um olhar sobre os movimentos do governador pernambucano Eduardo Campos indicam grande rachadura na polarização da corrida sucessória pelo poder central. A conferir.
Doações
Evitando a palavra partido e com regras claras para o recebimento de doações – estão de fora empresas de armamento, bebidas, fumo e de produção de agrotóxicos – a Rede, simplesmente, se declara cibernética, não apenas para capturar recursos de pessoas físicas e jurídicas mas para alavancar apoiadores e inventar uma nova forma de fazer política.
Dutra
Petista histórico, filiado há mais de 30 anos, o deputado federal Domingos Dutra compareceu ao Encontro da Rede, no Unique Palace, em Brasília. Abandonado por seu partido nas ultimas eleições no Maranhão, para que a oligarquia Sarney continuasse oprimindo o povo daquele estado, Dutra pode deixar o PT.
Embalos
Atende pelo nome de Maria Alice Setubal, socióloga e herdeira do Itaú, a encarregada de captar recursos para embalar os sonhos de Marina Silva. Foi ela quem mobilizou apoio para a colocar de pé o Encontro da Rede no setor de clubes Sul em Brasília. O empresário Guilherme Leal, da Natura, vice na campanha de 2010, é outro apoiador.
Email: maraparaguassu@amazoniadagente.com.br
Fonte: Amazônia da Gente
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