Quinta-feira, 12 de outubro de 2017 - 11h02

247 - Um dia após ter comemorado 21 anos na Jovem Pan, o âncora Paulo Pontes anunciou ter sido demitido da rádio. Ele criticou, em um desabafo no Facebook, a forma como isso aconteceu e revelou alguns dos motivos.
Segundo ele, o desligamento da bancada do Jornal da Manhã, onde ficou por 16 anos, foi motivado porque ele não admitiu "o radicalismo que se impôs na linha editorial" do veículo. "Para mim, desde sempre, Lula, Aécio, Temer, Alckmin e milhares de outros se equivalem. Mas a lei [na rádio] era só criticar o PT e abafar o resto...", escreveu.
"Minha ética, meu compromisso com a verdade e com a condição apolítica não me permitiam vender a alma. Isso foi o início do meu fim na Jovem Pan", acrescentou. Confira abaixo a íntegra do texto, reproduzido na coluna de Flávio Ricco, do UOL.
"Gente, parece incrível, mas ontem postei aqui que completava 21 anos de Jovem Pan. Agradeço a todos que curtiram e comentaram. Mas, ironia do destino, venho no dia seguinte comunicar a todos que meu ciclo na Jovem Pan terminou. Não tenho o que reclamar. Uma casa onde trabalhei por 21 anos ficará para sempre marcada em minha vida como, tenho absoluta certeza, apesar da falta de modéstia, que ficarei lá. Só posso agradecer, começando pelo começo, à Renata Perobelli Borba que fez a ponte, lá atrás, como Anchieta Filho , e me levaram para convesar com o Zé Pereira. E assim mudei da Bandeirantes para a Jovem Pan em 10 de outubro de 1996. Antonio A Carvalho , o seu Tuta, foi um grande patrão e confiou em mim. Pois foi ele quem me colocou como titular do Jornal da Manhã em 13 de dezembro de 1999. Por 16 anos tive a honra de apresentar esse jornal. Mas com as mudanças na empresa, fui limado da bancada por não admitir o radicalismo que se impôs na linha editorial. Para mim, desde sempre, Lula, Aécio, Temer, Alckmin e milhares de outros se equivalem. Mas a lei era só criticar o PT e abafar o resto. Algumas poucas pessoas viraram cordeiros para conquistar cargos e assim se mantém até hoje. Mas minha ética, meu compromisso com a verdade e com a condição apolítica não me permitiam vender a alma. Isso foi o início do meu fim na Jovem Pan. Admiro toda a família do seu Tuta, exceção feita aos dois filhos, que, inclusive, são bloqueados em meu Face. A Jovem Pan não os merece. A todos, indistintamente, todos com quem eu trabalhei na Jovem Pan, alguns com maior proximidade, outros nem tanto, meu muito obrigado e o agradecimento eterno por terem me permitido fazer parte desta grande equipe e grande casa. A vida segue. Não defini ainda o caminho que vou tomar, mas em breve espero ter tido essa definição. Aos ouvintes, muito fieis, meu muito obrigado e a certeza de que nunca enganei qualquer um com meus comentários, induzindo a interesses próprios. E assim continuarei, esteja onde estiver".
Sexta-feira, 13 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Vorcaro, uma bomba ambulante prestes a explodir!
Estava pensando outro dia como Daniel Vorcaro conseguiu montar uma máquina de corrupção tão sofisticada, a partir de um banco modesto, sem nenhuma e

Os Lusíadas e o espelho partido do mundo
Do Adamastor, o gigante de pedra e medo, ao tempo do Diabo contra o Diabo, onde já não há deuses, só abismos a fitarem-se Em 12 de março, sopram quatr

O Brasil precisa urgentemente de ter uma bomba atômica. Não! Não é para atacar ninguém e muito menos para jogar em nenhum outro país, mas para impor

Câmara Municipal de Porto Velho vive crise de “ingerência”
É mais ou menos isso que se pode inferir das palavras do médico dermatologista e vereador José Iraci Macário Barros, durante recente entrevista ao j
Sexta-feira, 13 de março de 2026 | Porto Velho (RO)