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Apertem os cintos, menos voos em Rondônia


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Várias companhias aéreas deixarão de operar em Rondônia e Acre nos próximos dias por conta das crises econômicas e política desembarcadas no País. A empresa Gol Linhas Aéreas anunciou a redução do número de aeronaves no espaço aéreo do Norte do Brasil. No próximo dia 30 de abril será realizado o último voo de Porto Velho (RO) com destino a Manaus

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(AM) e Rio Branco (AC). A empresa Azul Linhas Aéreas também confirmou no mês passado que vai encerrar as operações em Rio Branco.
Um balanço divulgado na semana passada pela empresa Gol revela um prejuízo econômico de mais de R$ 4 bilhões em 2015. Proporcionalmente, essa queda de receita representa um aumento de 284% sobre o resultado negativo de 2014. Já e empresa Azul amargou uma perda líquida de R$ 30,468 milhões no primeiro trimestre de 2015.

Várias entidades ligadas ao setor produtivo do Estado chegaram a cobrar providências junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A bancada federal de Rondônia também intercedeu e promoveu audiências públicas no Congresso Nacional. Todas as ações adotadas pelos comerciantes, empresários e classe política não foram suficientes para reverter esse cenário econômico.

É fato. As companhias áreas vivem um dos piores momentos econômicos e quem reside em Estados menos populosos e distantes dos grandes centros econômicos fica no prejuízo. Não há muito que fazer nesse momento para suportar a imposição. Sem dúvidas, as principais empresas que fazem o transporte aéreo estão unidas nesse momento de crise. Viajar para Brasília, São Paulo e Estados do Nordeste ficou cada vez mais distante do orçamento familiar e das empresas de representação que atuam na região Norte.

Com os estados de Rondônia e Acre perdendo mais espaço aéreo, se torna cada vez mais difícil atrair novos investimentos na região. Quem perde com isso é a economia do Norte. As empresas que também faziam os voos regionais tiveram que apertar os cintos e algumas rotas alternativas foram reprogramadas nos Estados do Norte.

Ao que parece, pouco adiantou fazer investimentos em aeroportos na região Norte. Porto Velho possui aeroporto internacional, mas que precisa do alfandegamento para funcionar. São medidas que emperram o setor público e prejudicam a economia do Brasil.

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