Porto Velho (RO) quinta-feira, 9 de abril de 2026
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Gente de Opinião

Crônica

Discurso no aniversário dos 26 anos da AMLRO


William Haverly Martins - Gente de Opinião
William Haverly Martins

Ilustríssimos senhores maçons, nobre presidente da Academia Maçônica de Letras, na pessoa de quem cumprimento os demais membros da mesa de personalidades, meus caros confrades e confreiras, minhas senhoras e meus senhores. Aproveito também para cumprimentar a confreira Angella Shiling, homenageada da noite, pela qualidade de seu trabalho artístico.

É sempre um prazer imenso retornar a esta casa, estive aqui em vários eventos, tanto na troca de diretoria da Academia, quanto no lançamento de livros de escritores maçons. É sempre uma satisfação rever velhos companheiros. Ademais trago o abraço fraterno da Academia Rondoniense de Letras, Ciências e Artes – ARL pela comemoração dos 26 anos de existência da Academia Maçônica de Letras de Rondônia - AMLRO.

Vale repetir o que aprendi com meu pai e irmão médico, ambos maçons: a maçonaria foi criada sob a égide de princípios que reforçam o caráter, melhoram a bagagem moral e espiritual e aumentam os horizontes culturais. Imergir nos preceitos maçônicos, para emergir, com qualidade de vida, ensinava meu velho pai. Infelizmente essa é uma regra geral nem sempre alcançada, afinal somos o mundo da diversidade cultural. Diferente daqueles tempos, hoje, alguns usam a maçonaria em proveito próprio, se esquecem do conhecimento e do autoconhecimento, no processo de natureza dinâmica, administrado pela mais importante entidade filantrópica do mundo, focada na alteridade e no amor ao próximo.

 A literatura também tem o seu papel na evolução e no crescimento das pessoas, logo no crescimento da sociedade. Sem a literatura perderíamos a fonte que estimula a imaginação, que refina nossa sensibilidade e nos ensina a falar com eloquência e precisão, que nos torna livres e nos garante uma vida mais rica e intensa.

Poderemos caminhar par e passo com a cibernética, com os avanços tecnológicos, sem permitir a exclusão da leitura, sem deixar que prevaleça o raciocínio de que a literatura é uma atividade dispensável, que somente pessoas, com muito tempo, poderiam se permitir. A literatura não é apenas um passatempo, é uma das ocupações mais estimulantes e enriquecedoras do espírito humano, uma atividade insubstituível na formação de cidadãos de uma sociedade moderna e democrática, uma atividade que deveria fazer parte de todos os programas educacionais.

Sem querer ensinar a missa ao padre, na última vez que aqui estive falei da luz como símbolo maçônico, desta vez relembro a todos, maçons e, especialmente, aos não maçons, como eu, o significado da trolha, a nossa popular colher de pedreiro, pois o momento de guerras e desavenças é oportuno.

Que a trolha, minhas senhoras e meus senhores, nas mãos dos mais sábios, usando o cimento da tolerância, da indulgência e da fraternidade possa preencher os espaços imperfeitos do ser humano.

Importante nesses momentos sombrios, meus caros amigos, passar a trolha, ou seja, esquecer as injustiças, perdoar os agravos, dissimular ressentimentos, desculpar as faltas e seguir a filosofia do Cristo, amando ao próximo, como a ti mesmo, na esperança da última demão, a demão da perfeição do templo, feita com o cimento da transcendência, só acessível ao Arquiteto do Universo, para que possamos, assim, honrar a sua imagem e semelhança.

Muito obrigado!

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