Sábado, 27 de dezembro de 2025 - 08h10

É de todos
conhecido o envelhecimento da população. As razões são várias: mas, a principal
– a meu ver, – é a emigração constante de jovens, em idade fértil, e nem todos regressarem,
mormente, filhos e netos.
E se a
imigração pode compensar a sangria, não resolve a deplorável situação em que
vivem muitos idosos, sobrevivendo, marginalizados da sociedade.
Seria ideal
mantê-los no seio da família, porque apartá-los da terra onde foram criados, é.
em regra, uma forma de abandono; mas, nem sempre é possível, já que para muitos
filhos, os pais, são estorvos indesejáveis...
Conheci dedicada e extremosa filha, que
cuidava com carinho e esmero, o pai.
Certa vez
viu-se obrigada a ausentar-se, uns dias. Solicitou, aos irmãos, se poderiam recebê-lo,
durante esse curto espaço de tempo.
Ninguém estava
disponível: a casa era demasiadamente pequena, além de terem atividades
incompatíveis para tratar de um velho, mesmo sendo pai.
Chegaram a
sugerir-lhe – que seria melhor, interná-lo em Casa de Repouso!...
Recentemente
os órgãos de comunicação social noticiaram que existem centenas de idosos a
viverem nos hospitais. Foram internados como doentes, mas após alta médica, não
têm onde residir. Uns, não possuem familiares próximos; outros, os filhos e
netos, não os querem receber!
Como ocupam
camas, necessárias para internar enfermos, pensam, seriamente, distribuí-los
pelos hospitais da província, já que não há lares disponíveis para os acolher.
Conheço amigo,
que procura Casa de Repouso, para passar os últimos anos de vida, na companhia
da esposa.
A maioria dos
lares não têm vagas, e os que possuem, cobram importâncias incompatíveis ao seu
rendimento, apesar de o considerarem da classe média!
Argumentando
num lar, que o preço da mensalidade era elevado, responderam-lhe: "
Compreendemos que não é acessível a todas as bolsas; mas há estrangeiros e
emigrantes que gostam muito de Portugal... além das mensalidades nesses países,
serem mais caras..."
Admira-me,
que, as autoridades, conhecendo o envelhecimento da população não criam, –
enquanto é tempo, – lares a preços módicos, para todos!
Até ao momento
– que saiba, – só existem caridosas e simpáticas palavras, além de dramáticas estatísticas.
Apenas as beneméritas misericórdias, muitas com imensos sacrifícios, é que
continuam a cuidarem de idosos.
O que fizeram
as autarquias e o Estado, durante as últimas décadas? Pouco, muito pouco, ou ...quase nada.
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