Quarta-feira, 20 de novembro de 2024 - 16h37

Os que se dedicam às letras, normalmente
principiantes, mosqueiam a prosa de palavras "difíceis", rebuscadas
no dicionário, e frases enigmáticas, para impressionarem o leitor.
" Turvam a água, para parecer
profunda", como disse Niietzsche.
Porém os mestres, ensinam que se deve escrever,
como se fala, desde que se fale bem.
Na " Enfermaria do
Idioma", João de Araújo Correia, assevera: " A maior parte dos
portugueses, principalmente os portugueses que escrevem, não amam a
simplicidade. Todos os dias inventam palavrões, redundâncias de frases, verbos
especiais para definir complicadamente coisa, que são a própria
singeleza."
Karl R. Popper, aconselha que se deve expor com
simplicidade: " Quem não for capaz de se exprimir de forma clara e
simples, deve permanecer calado, e continuar a trabalhar, até conseguir a
clareza de expressão." - " Contra as Palavras Grandiloquentes" -
" Em Busca de um Mundo Melhor".
Ao ler tais pareceres lembrei-me de quase tudo
que é didático e cultural, que se publica no nosso país, e na maioria das
vezes, só é entendido por especialistas, visto serem apresentados de modo que o
simples mortal, dificilmente consegue digerir.
O mesmo hermetismo se revela, muitas vezes, em
lições proferidas por professores e conferencistas, ansiosos de deslumbrarem o
auditório.
Acontece o mesmo, infelizmente, em homilias de
sacerdotes, recheadas de citações latinas, com o fim de demonstrarem erudição,
e deslumbrarem os ouvintes, deixando os fiéis em jejum.
Em vez de tornarem a cultura acessível.,
embrulham-na em opaca couraça.
Será assim? Ou estou enganado?
Nas " Confissões" -lº-12, Santo
Agostinho, escreveu: " A pobreza da inteligência humana, manifesta-se na
abundância de palavras."
É como dizia Nietzcge: " Turvam a água,
para parecer mais profunda".
Quarta-feira, 8 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Outro dia, remexendo caixas, dessas arrumações que começam com ordem e terminam em memória, encontrei um texto antigo, esquecido entre tantos outros

Uma história de amor - O menino e o cão
Eu tinha doze a treze anos. Não mais; - quando minha mãe, declarou, em derradeiro dia de julho, com largo e bom sorriso, bailando nos finos lábios e

Passei a véspera de Natal em companhia de minha mulher, na residência de casal amigo, que gentilmente nos convidaram.A consoada foi simples: o tradic

A Nova Ordem Petrolífera: Como a queda de Maduro e o colapso do Irã redefinem a hegemonia dos EUA
Em uma reviravolta que remodela o tabuleiro geopolítico global, os Estados Unidos emergem de um primeiro trimestre de 2026 não apenas como potência
Quarta-feira, 8 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)