Segunda-feira, 6 de abril de 2020 - 16h37

Talvez eu não consiga me expressar como alguém que entende
de governo ou de economia. Sou apenas uma mãe, que, como tantas outras, governa
sua casa e vive no dia a dia os impactos econômicos no preço dos alimentos, na
conta de energia, na recarga do celular. E que ajuda o marido no orçamento
doméstico com a produção de artesanato.
“Natural de Porto Velho, casada, artesã”, é assim que me
identifico quando tenho que preencher algum formulário. E essas são três
qualidades das quais eu gosto muito. Ser uma dona-de-casa e mãe de família pra
mim significa muito, pois me dá a oportunidade de preparar minhas filhas para
que venham a me superar e tenham uma vida ainda melhor que a minha.
Ser porto-velhense é tudo de bom. Tenho muita honra de ter
nascido aqui e confio em Deus que Porto Velho um dia ainda vai ser administrada
por quem de fato cuide dessa cidade com o carinho que nosso povo merece, pois
nenhum outro povo recebe com tanto carinho aqueles que chegam de fora para
contribuir com o crescimento da nossa cidade e do nosso Estado.
E ser artesã me dá uma satisfação muito grande, principalmente
quando tenho a oportunidade de visitar alguma criança com seu quarto decorado
pelas peças que eu produzo. Cores, vida e alegria, que compartilho com clientes
e amigos através do meu trabalho.
Tenho visto muitas notícias e comentários nos jornais e nas
redes sociais sobre as medidas que o governo deve tomar para reativar a
economia depois que o isolamento social acabar e mesmo já agora, durante a
pandemia, garantindo comida na mesa de nossas famílias. Espero, sinceramente,
que o governo dê a devida atenção para o artesanato.
Muita coisa que é feita por artesãos substitui plenamente
produtos das fábricas que, para funcionarem, precisam ter seus operários
reunidos num mesmo espaço e indo e voltando para casa diariamente. E qualquer
pessoa de bom senso sabe que isso aumenta o risco de contaminação. Um exemplo
de uma coisa simples é um porta-lápis, desses que encontramos em todas as mesas
de trabalho nas repartições públicas. Mas o governo só compra aqueles de
plástico, geralmente pretos, sem graça, sem colorido, sem vida.
Seria tão difícil uma iniciativa de um governante no
sentido de favorecer a compra da produção artesanal? Acredito que não. Pra mim
é mais uma questão de boa vontade. Só isso. E aqui dei apenas o exemplo do
porta-lápis, mas temos também a decoração das creches públicas, a produção de mantas
de tricô e croché para recém-nascidos e mais uma infinidade de coisas que são
produzidas por pais, mães e também jovens, dentro de suas próprias casas, numa
jornada de trabalho conciliada com as tarefas domésticas.
Espero que alguma autoridade pública pense nisso. Pois,
dessa forma, o governo também estará nos ajudando. E vamos nos sentir muito
mais felizes em recebermos um pagamento pelo nosso trabalho, por aquilo que
produzimos, do que engrossando a fila daqueles que, verdadeiramente impedidos
de trabalhar, precisam da ajuda financeira do governo para sobreviverem a essa
crise.
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