Terça-feira, 24 de junho de 2014 - 08h42
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Professor Nazareno*
A seleção brasileira de futebol ganhou por 4 X 1 da fraca equipe de Camarões jogando pela última rodada da primeira fase da Copa do Mundo. Com a vitória do México sobre a Croácia por 3 X 1, alguns jogos seguintes da competição ficaram assim: o Brasil, que ficou em primeiro lugar na sua chave, apenas no saldo de gols, enfrentará o Chile enquanto os mexicanos, que ficaram em segundo na mesma chave, encaram a poderosa Holanda de Robben e Van Persie. Estranhamente beneficiado com o horário do jogo marcado pela FIFA, os brasileiros se deram o luxo de praticamente escolher o seu próximo adversário. De fato: os jogos da decisão do Grupo B, do qual faziam parte Holanda e Chile, foram realizados antes dos jogos do Grupo A, o do Brasil. Resultado: jogamos já sabendo com quem seria o nosso próximo jogo. A FIFA dando um jeitinho?
Visivelmente beneficiado por esta atípica decisão do órgão máximo do futebol pela primeira vez em uma Copa do Mundo, o time canarinho não tomou conhecimento da frágil, desmotivada, desorganizada, desinteressada e já eliminada seleção africana. Antes derrotada por México e Croácia, o outrora valente e combativo time da República dos Camarões foi também um fiasco diante dos anfitriões. Para impressionar, chegaram até a empatar ainda no primeiro tempo e depois praticamente entregaram o resultado aos brasileiros, mas não se pode dizer que os camaroneses “venderam” a partida: nem no Brasil e provavelmente nem naquele país da África existirá uma só pessoa que possa praticar tal ato de corrupção e deslealdade. Os “Leões Indomáveis” só mostraram alguma resistência durante o primeiro tempo do jogo. Depois, levaram um passeio.
Escolher um adversário tecnicamente mais fraco numa partida que já será decisiva foi uma “jogada de mestre” da FIFA e das autoridades esportivas do Brasil, pois não só levanta o ânimo de qualquer equipe fraca como a nossa como também pode criar embaraços para um dos mais sérios concorrentes ao título: os holandeses podem ser atropelados pelos mexicanos, agora embalados. No futebol, o Brasil pode até ganhar da boa equipe chilena. Porém, perdemos feio em vários indicadores sociais. O Chile já ganhou duas vezes o Prêmio Nobel, tem um modelo de educação bastante eficiente que desbanca o do Brasil, além de um sistema público de saúde invejável se comparado ao nosso. O IDH dos chilenos está entre os 40 melhores do mundo. E como se não bastasse, e diferente de nós, os seus ditadores já prestaram contas com a nação.
Como a Copa do Mundo só “começa pra valer” a partir das oitavas de final, a seleção brasileira precisa dizer a que veio e finalmente convencer os fanáticos torcedores com um bom e eficiente futebol, pois até agora praticamente só pegamos “galinha morta” e times medianos. França, Holanda, Argentina, a surpresa Costa Rica e mesmo o Chile, dentre muitas outras boas equipes desta competição, são excelentes oportunidades para se mostrar que se pode ganhar sem a ajuda de juízes e nem da FIFA. A “lavada em campo” que o Brasil deu nos coitados jogadores de Camarões deve ter servido para que pudéssemos esquecer um pouco mais as nossas mazelas. O povão continua comemorando feliz e alegre como nunca, só que ninguém sabe até quando. E se assim continuar, o PT e os “companheiros” marcam mais um ponto rumo à perpetuação no poder. Alerta: até agora ainda não se ganhou absolutamente nada.
*É Professor em Porto Velho.
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