Quinta-feira, 11 de agosto de 2022 - 13h58

De todos os pecados
mortais que ao longo dos anos vêm degradando a humanidade existe um que, há
mais de dois mil anos, depois daquele infame beijo de Judas dado no rosto de
Jesus Cristo, passou a encarnar a suprema mácula da indignidade de consciência:
a traição motivada pelo dinheiro, pela ambição para chegar e manter-se no poder
a qualquer custo. Se no dia a dia da vida comum os caminhos a serem percorridos
nos impõem, eventualmente, tristes e inesquecíveis experiências no trato com
pessoas, geralmente carregadas de rancor, ódio e traição, no mundo da politica
partidária o beijo de Judas tornou-se prática corriqueira, com as devidas
exceções. Afinal, não é justo colocar todo mundo no mesmo balaio de gatos.
Carlos Magno acreditou
que poderia contribuir para mudar, com sua nobreza moral, esse rumo pervertido
da política, que não é apenas local, mas nacional. Filiou-se a um partido, como
manda a Lei, confiante de que teria seu nome homologado na convecção para
disputar uma das vinte e uma vagas para a Assembleia Legislativa de Rondônia,
nas eleições de outubro próximo. Imagino que ele tenha deixado a casa pronta
para comemorar o triunfo com familiares, amigos, correligionários e
simpatizantes. Avalio, porém, qual não deve ter sido a sua decepção e daqueles
que o cercavam quando não ouviram seu nome entre os escolhidos. Para alguns, a
ficha não caiu até agora. O que de fato aconteceu naquela convenção? Por que
alguém com a experiência política de Carlos Magno simplesmente foi ignorado?
Como justificar que uma pessoa que já foi prefeito, deputado federal e chefe da
Casa Civil do estado de Rondônia, apontado com reais condições de ser eleito e
ainda arrastar mais um colega, tenha sido deixado de lado, abandonado à própria
sorte pelo partido? Essas e outras perguntas devem estar fervilhando em muitas
cabeças.
Não existe, até onde se
sabe, nenhum ineditismo no episódio envolvendo Carlos Magno. Então presidente
da Câmara Municipal de Porto Velho, Maurício Carvalho, hoje, vice-prefeito da
capital, nunca escondeu de ninguém seu desejo de ocupar uma cadeira na
Assembleia Legislativa. Era um sonho que ele acalentava havia muito tempo. E foi
para a convensão de seu partido, o PSDB, certo de que seria ungindo para
disputar o pleito de 2018, mas o tiro saiu pela culatra. Maurício, claro, não
conseguiu esconder a decepção, principalmente quando soube que entre os
responsáveis pelo beijo pérfido estavam dois aliados de confiança, que consideraram
sua presença uma ameaça, achando que ele tomaria o lugar de alguém na ALE-RO. Hoje,
suspeita-se que, as duas figurinhas carimbadas que cravaram o punhal nas costas
de Maurício, seriam as mesmas que ajudaram a preparar a cama de gato para
Carlos Magno.
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