Quinta-feira, 21 de outubro de 2021 - 18h25

Como era de se esperar, a CPI da Pandemia acabou em pizza gigante, sem nenhum efeito prático produzir em favor dos seus legítimos interessados, ou seja, a população brasileira. Mais uma vez, segmentos com assento no Senado Federal adotaram postura de cabal irresponsabilidade ao aprovar um relatório eivado de vícios e incongruências, seguindo, assim, comportamento de antanho, expondo ao ridículo aquele importante poder da República.
Coisas que, no passado, foram rejeitadas pela oposição, hoje, foram acolhidas sem considerar contextos, apenas uma aposta em dividendos políticos. O que se esperava era que a CPI da Pandemia, mais conhecida como a CPI do Circo, não repetisse atitudes politiqueiras do passado, principalmente ao tratar de assuntos de tamanha relevância. Aconteceu o contrário. A um ano da eleição para a presidência da República, senadores optaram pelo caminho mais fácil: agradar aos que vivem segundo a política do “Mateus, primeiro os meus”, ignorando, solenemente, os verdadeiros interesses da Nação.
Parlamentares preferiram colocar nos ombros do governo federal a responsabilidade por tudo de ruim que aconteceu no pico da pandemia da covid-19, tendo como alvo preferencial o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, criando elementos para serem possivelmente trabalhados na campanha eleitoral, o que constitui um erro clássico da política miúda que ainda é praticada no Brasil por políticos da estirpe de Renan Calheiros.
O relatório conclusivo da CPI da Pandemia, pelo que se tem ouvido, não demonstrou nenhuma preocupação com as agruras e o sofrimento da população brasileira. O objetivo foi jogar o peso de medidas impopulares no colo do governo Bolsonaro, para que este seja rigorosamente cobrado durante a campanha eleitoral que se avizinha. Infelizmente, a Comissão não fez o dever de casa. Com previsto, a CPI da Pandemia acabou em pizza.
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