Segunda-feira, 3 de setembro de 2018 - 10h52

Ontem, ao retornar para a Capital de Rondônia, me deparei com um grande transtorno no trânsito de quem vai e quem vem da Ponta do Abunã. Entre os distritos de Abunã e Mutum Paraná, há a região dos lagos formados pela construção de duas usinas de energia no Rio Madeira: Jirau e Santo Antônio. Lá, estão construindo elevados para evitar enchentes na rodovia quando chegar o inverno amazônico, e o trânsito só flui em meia pista.
Mais especificamente próximo a Jirau, uma empresa contratada pelo DNIT trabalha em um trecho de 15 quilômetros fazendo elevação que chegam a mais de 4 metros de altura. Essa obra visa evitar a interdição da rodovia em época de chuvas, quando o nível do lago sobre muito e transborda a 364. O projeto foi aprovado pelo Governo Federal e é da Energia Sustentável do Brasil, que é o consórcio que controla a usina de Jirau. Até aí tudo bem, mas o problema é que essas obras estão causando um grande engarrafamento e muita espera para que o trânsito seja liberado nos dois sentidos. Há uma liberação parcial em meia pista para cada lado, a cada duas ou três horas. Ontem eu fiquei mais de duas horas esperando liberarem o trânsito no sentido ao qual eu viajava. Cheguei era 18h10min e esperei junto a caminhoneiros, motoristas de ônibus e carros comuns, até as 20h30min.
O curioso é que antes de viajar para o interior, eu pesquisei em sites e jornais eletrônicos algo sobre a BR 364 no sentido Acre e não vi uma só linha informando sobre essa grande obra que está interrompendo a passagem de veículos, em um grande trecho da BR. Sabemos que é uma obra de grande importância, mas não custava avisar quem precisa da estrada para se deslocar. Talvez a falha tenha partido da assessoria de comunicação do consórcio idealizador do projeto de elevação da estrada.
Então fica a dica: quem for pegar essa estrada até o mês de dezembro, leve água mineral, lanche e muita paciência para esperar a vez de poder seguir adiante em sua viagem. Outra dica é andar em baixa velocidade durante a travessia do trecho em reforma, pois há um certo receio preventivo devido a altura e a instabilidade da estrada ainda em situação de terra batida.
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