Sábado, 13 de abril de 2013 - 08h20
Por Humberto Pinho da Silva
Estando na airosa cidade de Florianópolis, a subir ampla escadaria de pedra, que nos leva à Matriz, deparei com duas gentis meninas, que ofertavam colorido jornal.
Aceitei a gentileza, e agradeci penhorado, pensando tratar-se do periódico da diocese.
Entrei no templo, e verifiquei, que, depositado nos bancos, encontravam-se exemplares do periódico, certamente abandonados pelos crentes.
Ao sair, foi repousar no acolhedor jardim, que fica defronte. Abri o jornal, e para meu espanto verifiquei que era o órgão oficial de seita, amplamente espalhada no Brasil, e não só, que movimenta grossos milhões de reais.
Outro assunto:
Assistia à missa dominical num templo, na cidade do Porto De repente ouve-se tocar o telemóvel (celular). Circunvaguei os olhos e vi senhora, ainda jovem, erguer-se e encaminhar para junto do pórtico.
Nesse momento o sacerdote iniciava a homilia.
Perante a indignação dos presentes, a senhora atendia o telefone em alta voz, abafando as palavras do padre. Foi preciso a interferência de um crente, para que fizesse o favor de abandonar o templo.
Outra cena caricata, na igreja:
Num domingo, em Mogofores, entra senhora, de aspecto estrangeiro, na igreja, e começa a distribuir panfleto, solicitando contribuição para criancinha gravemente doente.
Decorridos minutos, recolhe o panfleto e donativos.
Tudo se passa durante o culto.
Desconheço se o peditório era para engrossar esperto, organização criminosa, ou para apoiar família que vivia momentos de grande aflição.
Estes exemplos mostram cenas frequentes nas nossas igrejas e são demonstrativos de abusos inclassificáveis, e falta de educação.
Poderia abordar outros casos reprováveis, ocorridos em lugares públicos. Como: o feio hábito de ouvir rádio, em altos gritos, nos transportes públicos; colocar os pés nos assentos, sem respeito pela conservação dos estofos, nem pelos passageiros que os vão utilizar, e muitos outros desconcertos.
Mas, por hoje basta.
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