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Enquanto o programa de arborização não chega, o morador de Porto Velho sofre com as altas temperaturas


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Já disse aqui, em ocasiões anteriores, e repito, quantas vezes forem necessárias, da importância de o poder público municipal criar um amplo programa de arborização intensa, como alternativa para reduzir  a onda de calor que se abate sobre a cidade de Porto Velho, elevando as temperaturas a níveis absurdos, no período de julho a outubro.

O ex-prefeito Chiquilito Erse (já falecido) foi duramente criticado por construir praças e arborizá-las. Por causa disso, ganhou o apelido de “Chico praça”. Evidente que Chiquilito estava preocupado com o bem-estar da população, oferecendo-lhe um ambiente de conforto, ao contrário de quem passou pelo palácio Tancredo Neves e mandou arrancar os poucos fícus que existiam na cidade.

Lembrando que a Porto Velho da época do Chiquilito não tinha, para infernizar a vida dos seus habitantes, muitos fatores que atualmente concorrem para o aumento brutal dos termômetros. As grandes áreas   arborizadas da periferia foram ocupadas por desérticos conjuntos habitacionais, os igarapés que cortavam a cidade foram transformados em regos de esgotos, aumentou o número de veículos trafegando nas ruas, o que significa mais monóxido de carbono jogado na atmosfera e, consequentemente, mais calor produzido pelos canos dos escapamentos. Some a isso o número cada vez mais crescente de aparelhos de ar-condicionado, lançando calor para o meio ambiente.

Conhecendo as causas ou não, certo é que a população padece muito com o calor, principalmente as crianças e os idosos, que têm a sua saúde comprometida. Em 2018, o vereador Aleks Palitot apresentou o Projeto de Lei Complementar nº. 982/2018, criando o “IPTU Verde”, com a finalidade de estimular a adoção de medidas que contribuam de alguma maneira para preservar, proteger e recuperar o meio ambiente. Elaborado em parceria com profissionais da área e representantes de instituições que atuam na defesa do meio ambiente, a proposta passou tranquila pelo plenário da Casa, mas foi vetada pelo Executivo Municipal. O plenário derrubou o veto e devolveu o projeto à sanção do prefeito. Depois de muito puxa-encolhe, coube à Justiça palavra final, obrigando o município a cumprir a Lei.

Portanto, você, proprietário de imóvel residencial e não residencial, quer ganhar desconto de 10% (dez por cento) no pagamento do seu Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)? É fácil, basta plantar uma árvore na frente da sua casa. Mas atenção, não pode ser uma árvore qualquer. Tem que ser dos seguintes espécimes: Ipê roxo, Amarelo e Branco, Pata de Vaca, Lanterneira, Oiti, Cosoba, Acácia, Reseda, Ipê Mirim, Flamboyant Mirim e Jacarandá.

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