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“Faça o que eu digo...”


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Chega a ser ridículo a movimentação de membros da cúpula do governo Lula na ânsia de costurar o que seria o grande acordo político para, segundo eles, arrancar o Brasil do atraso em que se acha e colocá-lo no ranking dos melhores países do mundo.

É impressionante os esforços dos senhores Fernando Haddad e Flávio Dino, respectivamente, ministros da Fazenda e da Justiça, indo de um lado para o outro, como se se tratasse de uma experiência inusitada. Negociam, com congressistas, visando, sempre, a coalização esperada. Entra governo, sai governo. E todos, a princípio, falam a mesma coisa, ou seja, coalização, na perspectiva de compor um governo de salvação nacional.

Para isso, vale qualquer sacrifício. Interessante como o PT, agora, deseja alcançar a unanimidade, recorrendo aos métodos que todos condenamos, principalmente ele. Que que é isso companheirada? No fundo, Lula e o PT querem que todos os partidos ajudem o governo, para que eles possam mostrar à Nação que são os únicos capazes de fazer o que precisa ser feito para salvar a pátria.

É o jeito chato de o PT governar. Essa prática não se aplica apenas à esfera nacional, mas, também, podemos observá-la nos campos estadual e municipal, onde o partido tem representatividade. Não sei quando Lula e seu pessoal vão cair na real e, consequentemente, pararem com esses deslumbramentos de principiantes. Se o propósito do seu governo, como ele mesmo propala, é acabar com a fome no Brasil, deveria, antes de mais nada, abrir mão da farra oficial, cheia de pomba e circunstâncias, como é tradição da corte, e optar, desde já, pela austeridade que os tempos atuais exigem, em vez de ficar patrocinando regabofes com o suado dinheiro do contribuinte brasileiro.

Lula e seus companheiros precisam compreender que o PT não é mais oposição, mas governo, e, como tal, não pode insistir na prática condenável do fisiologismo político, para alcançar a unanimidade, ou construir uma ampla base de apoio para governar, porque esse tipo de conduta não cabe mais na moldura dos tempos modernos. É o faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

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