Quinta-feira, 17 de agosto de 2017 - 18h12

Rodrigo Gaier, da Reuters - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta quinta-feira que a profunda crise política vivida pelo Brasil após sucessivos escândalos de corrupção matou os partidos políticos brasileiros, incluindo o PSDB, do qual é presidente de honra.
Indagado em palestra para empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro se o PSDB, um dos partidos que teve lideranças importantes atingidas por denúncias de corrupção e de irregularidades em arrecadação de campanha, como o caixa 2, morreu, o ex-presidente afirmou que todos as legendas foram mortas pela crise.
"Se o PSDB acabou? (Sim,) na medida que os outros partidos acabaram também. A crise é geral e não tem diferença, mas eles não vão desaparecer", disse. "O PSDB tem possibilidades e vai depender do seu desempenho... Com tudo o que aconteceu no Brasil, que foi grave, e alcançou a todos, inclusive o PSDB, há áreas que dá para recuperar", completou.
O tucano, que governou o país de 1995 a 2002, disse que os partidos terão de se reinventar para as eleições do ano que vem. Defendeu ainda que a adoção de um mecanismo de financiamento público de campanha é inviável em meio à crise econômica e que a reforma política feita de forma paulatina, afetando inicialmente, e de forma experimental, na eleição para vereadores.
"No Brasil o representante não representa o povo, mas os interesses de clubes, igreja, sindicato. As instituições intermediárias é que conduzem o voto", disse FHC, lembrando que os tucanos defendem a adoção do voto distrital misto e criticando o modelo de distritão, que está sendo discutido na Câmara dos Deputados.
"Seria razoável diminuir o distrito... por que não começar com vereadores e ir pouco a pouco avançando? Aí é mais natural... por que não uma visão experimetalista em vez de reorganizar tudo de uma vez?", sugeriu.
O ex-presidente declarou que a atual reforma "está mal parada" porque ainda há pouca clareza e muita confusão. "O nosso sistema está muito deformado, mas o distritão é uma deformação maior ainda", avaliou.
Sobre o financiamento de campanha das próximas eleições, FHC destacou que a sociedade não apoiará um fundo público para campanha eleitorais, seja qual for o tamanho, e sugeriu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) crie contas correntes em nome dos partidos para que os eleitores depositem suas doações à legenda.
CANDIDATO TUCANO
FHC não quis adiantar qual potencial candidato do PSDB à Presidência no ano que vem conta com seu apoio, embora tenha apontado dois nomes para representar o partido na disputa: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, João Doria.
O ex-presidente limitou-se a dizer que o candidato do PSDB terá de saber se comunicar com o país. "O candidato tem que falar com o Brasil... Não só com São Paulo... Quem falar com o Brasil vai ter meu apoio", afirmou. Questionado por jornalistas sobre quem estaria se comunicando melhor com o Brasil, se Alckmin ou Doria, FHC desconversou. "Acho que sou eu", disse aos risos.
Sábado, 14 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Vorcaro, uma bomba ambulante prestes a explodir!
Estava pensando outro dia como Daniel Vorcaro conseguiu montar uma máquina de corrupção tão sofisticada, a partir de um banco modesto, sem nenhuma e

Os Lusíadas e o espelho partido do mundo
Do Adamastor, o gigante de pedra e medo, ao tempo do Diabo contra o Diabo, onde já não há deuses, só abismos a fitarem-se Em 12 de março, sopram quatr

O Brasil precisa urgentemente de ter uma bomba atômica. Não! Não é para atacar ninguém e muito menos para jogar em nenhum outro país, mas para impor

Câmara Municipal de Porto Velho vive crise de “ingerência”
É mais ou menos isso que se pode inferir das palavras do médico dermatologista e vereador José Iraci Macário Barros, durante recente entrevista ao j
Sábado, 14 de março de 2026 | Porto Velho (RO)