Domingo, 19 de junho de 2016 - 10h29
O atentado em Orlando considerado indizível e absurdo pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos através de seu presidente Dom Joseph Kurtz, depõe contra a convivência humana e constitui um crime de terrorismo contra cidadãos e irmãos. Neste ano jubilar da misericórdia seria oportuno e salutar ampliar o diálogo e a compreensão entre as religiões para proteger a vida e a dignidade das pessoas além das suas formas de pensamento, expressão ou mesmo de pautar a sua existência. Uma cultura que afirma a misericórdia e a tolerância acolhe a pessoa como dom precioso, na sua originalidade e irrepetibilidade, como filho de Deus e irmão da espécie humana.
Desconsiderar ou eliminar uma pessoa é uma grave ofensa contra Deus e a fraternidade universal, pois abdicamos da nobreza, honra e veneração que merece cada ser humano. É verdade que foi um ato individual de um sujeito insano e desequilibrado, mas não podemos ignorar ou menosprezar o caldo de cultivo do discurso do ódio e da discriminação que impregna a mente e as atitudes de muita gente que divide a humanidade em pessoas certas e identificadas com a suaideologia e forma de pensar excludente e os outros como inimigos, que devem desaparecer do convívio social.
A civilização do Amor e da Concórdia pressupõe a alteridade e o respeito recíproco, não esquecendo a verdade antropológica e os valores cristãos, mas é bom recordar que mesmo o filósofo ateu Richard Dawkins diz que preferia morar num país de cultura cristã, porque ali se respeitavam os direitos humanos, não haviam homens bombas que implodem prédios e trucidam vidas humanas.
A parábola do bom samaritano nos ilustra que toda pessoa é nosso próximo, e que devemos nos inclinar para olhar com misericórdia e compaixão curando suas feridas e consolando. Solidariedade e atenciosa oração para as vítimas e familiares do trágico atentado de Orlando. Deus traga consolo e paz!
Fonte: CNBB
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