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O desenvolvimento e a realidade dos distritos de Porto Velho


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Preocupa constantemente a Secretaria de Projetos Especiais e Defesa Civil de Porto Velho (Sempedec) a grande possibilidade de uma nova enchente no rio Madeira, em Porto Velho, por conta do volume intenso de chuva que atingiu nos últimos dias o rio Beni, na Bolívia. Com o nível do rio Madeira subindo e ultrapassando a cota de 15 metros, o prefeito Mauro Nazif (PSB) decretou estado de alerta e já coloca em prática um plano de emergência.

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Em 2014, quando o município foi atingido pela enchente histórica, o nível do rio do Madeira, no mês de fevereiro daquele ano, registrava 19 metros, deixando mais de 2 mil famílias desabrigadas no município de Porto Velho e nos distritos do baixo Madeira. Geralmente, no início do mês de fevereiro, o Madeira atinge sua cota máxima. Este ano está acontecendo diferente. O nível do rio começa a subir, deixando o município e os órgãos de Defesa Civil em situação de alerta geral.


No bairro Nacional, por exemplo, algumas famílias procuraram esta semana auxílio da Defesa Civil e começaram o processo de retirada da área de risco. No entanto, na terça-feira última, houve uma recuada, mas não deixa de preocupar o município de Porto Velho. O grande problema é o retorno dessas famílias para essas áreas de risco. A Defesa Civil, em algumas ocasiões, teve que recorrer ao auxílio da Polícia Militar. Muitos não queriam deixar suas residências.

O mês de fevereiro de 2014 nunca mais será esquecido pela população. Na última enchente, toda a produção agrícola no baixo Madeira foi perdida por conta da água e os prejuízos ultrapassaram mais de R$ 10 milhões. O distrito de Nazaré praticamente desapareceu e as famílias da região estão correndo o mesmo perigo de serem expulsos de suas residências. É uma rotina que vai sofrer um grande impacto com frequência.

Outra preocupação constante da Sempedec é um estudo realizado pela Agência Nacional de Águas (Ana) apontando que o nível do lençol freático está muito elevado por causa do reservatório da Usina Jirau. É possível que a construção da usina de Jirau tenha comprometido a rotina do rio Madeira. O tema foi amplamente debatido na Assembleia Legislativa do Amazonas e merece discussão profunda na Assembleia de Rondônia, em especial dos parlamentares eleitos pelo município.

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