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O preço da traição


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

De todos os pecados mortais que, ao longo dos séculos vêm degradando a humanidade, existe um que, depois daquele beijo infame de Judas Iscariotes no rosto de Jesus Cristo, passou a encarnar a suprema mácula da indignidade de consciência, qual seja a traição motivada pelo vil metal ou pela ambição do poder.
Se, na vida diária, os caminhos a serem percorridos nos impõem, eventualmente, amargas experiências de relacionamento humano, corrompidas pela peçonha da traição, no mundo sombrio das atividades político-partidárias o beijo de Judas tornou-se prática corriqueira na etiqueta de oportunistas dos mais diferentes matizes.

Rodrigo Pacheco, senador pelo estado de Minas Gerais, chegou à presidência do Senado com a ajuda do então presidente da República Jair Bolsonaro, do então e atual presidente da Casa, David Alcolumbre, e de importante parcela do PT.

Mal sentou-se na cadeira de presidente, Pacheco deixou cair a máscara, revelando suas verdadeiras intenções, apunhalando pelas costas muitos daqueles que o ajudaram, entre eles Bolsonaro, e, sem nenhum pejo, atirou-se nos braços do governo Lula e do PT, priorizando tudo que o petista mandou para o Senado, em troca, sabe-se, hoje, de uma possível indicação para o STF.

Pacheco acreditou que seria o preferido de Lula para a vaga de Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria, mas caiu do cavalo. Lula escolheu seu menino de recado, Jorge Messias. Pacheco colheu o fruto amarga de sua semeadura maldita. Traiu Jair Bolsonaro. Agora, foi traído por Lula e pelo PT.

Politicamente, Pacheco está morto, só falta deitar para ser enterrado. Recente pesquisa para o governo de Minas o aponta como carta fora do baralho. O senador Cleitinho aparece como o preferido para a maioria dos mineiros. Numa eventual disputa para o Senado, Pacheco chegaria na terceira posição, ou seja, não teria a menor chance de emplacar a reeleição. Como ensina o dito popular, quem com ferro fere, com ferro será ferido.

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