Sexta-feira, 27 de dezembro de 2024 - 14h19

A cada mudança na prefeitura, renovam-se as esperanças de
que sejam melhoradas as relações do Executivo Municipal com as diversas
categorias profissionais que emprestam seu talento à consecução do objetivo
comum de elevação da qualidade da vida da coletividade. Em especial no que se
refere à gestão e promoção da sustentabilidade do desenvolvimento urbano, bem
como no que diz respeito aos ditames constitucionais da função social da
cidade, há que se verificar como se dá a relação entre o gestor municipal e os
profissionais da arquitetura e urbanismo.
Sem dúvida há uma pauta inadiável a ser enfrentada pelo
novo prefeito, que vai desde a clara necessidade de recomposição dos quadros
desses profissionais na máquina municipal até a condução do desenvolvimento urbano
sustentável de Porto Velho, para cuja consecução é imprescindível que haja por
parte do prefeito e seu secretariado o justo reconhecimento à importância que
têm os arquitetos e urbanistas. Ao se trabalharem esses dois pontos – quadros
técnicos e atuação profissional no melhoramento da cidade – visualiza-se a
importância que tem hoje para Porto Velho fazer-se a revisão da estrutura
básica organizacional do Executivo Municipal.
Somente com a correção das distorções estruturais promovidas pela gestão que ora finda, consubstanciadas principalmente em uma departamentalização esdrúxula, sem clareza da distribuição de atribuições, é que se poderá efetivamente caminhar no rumo proposto pela nova administração, seguindo a trilha traçada pela reflexão sobre o que a municipalidade pode esperar e receber dos arquitetos e urbanistas, bem como dos demais profissionais que atuam no desenvolvimento urbano. Trazer para a Administração Municipal a experiência exitosa da adoção de estruturas matriciais é algo que urge, quando conduzir Porto Velho no caminho da evolução é o que se pretende.
(O autor é
arquiteto e urbanista, especialista em Arquitetura de Patrimônio e Arquitetura
de Cidades, presidente do Instituto de Desenvolvimento Equitativo e
Sustentabilidade das Cidades (Idesc) e membro do Comitê de Planejamento e Uso
do Solo do Conselho Municipal da Cidade de Porto Velho.)
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